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11 de out de 2019

PUTIN PLANEJA “ACORDO DO SÉCULO” ENTRE SÍRIA E TURQUIA NA SAÍDA DOS EUA


A emissora de notícias árabe libanesa Al-Mayadeen está relatando que a Rússia começou a organizar “conversas de reconciliação” entre Síria e Turquia, em um desenvolvimento sem precedentes, dada a posição do presidente Erdogan há muito tempo que a Turquia não negocia com Damasco enquanto Assad está no poder.

A emissora do Oriente Médio citou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, que disse: “Moscou pedirá o início das negociações entre Damasco e Ancara”.

O TASS da Rússia também confirmou a iniciativa, tornando-a a primeira tentativa significativa de trazer os dois lados para a mesa, já que Ancara cortou os laços diplomáticos com Damasco em 2012. De fato, a Turquia pode estar pronta, já que finalmente chegou à Síria – com um longo ataque planejado aos curdos sírios ao longo da fronteira no norte da Síria, que começou na quarta-feira com uma ofensiva aérea e terrestre.

Anteriormente, Ankara havia sinalizado que só se relacionaria novamente com Damasco se levasse Assad a ser removido do cargo. Mas com as tropas dos EUA agora em grande parte fora do caminho, e com Trump sinalizando que ele quer finalmente trazê-los para casa e deixar que as potências regionais resolvam as consequências, incluindo a ameaça de prisioneiros do Estado Islâmico no nordeste da Síria, os últimos negociadores que permanecem são Putin e Erdogan.

“Vamos pressionar pelo início de um diálogo entre a Turquia e a Síria. Há razões para acreditar que isso atenderá aos interesses de ambos os países. Além disso, promoveremos contatos entre organizações de Damasco e curdos que renunciam ao extremismo e aos métodos terroristas de atividade”, disse Lavrov.

“Ouvimos oficiais sírios e representantes de organizações curdas dizerem que estão interessados ​​na Rússia, usando suas boas relações com todas as partes nesse processo para obter assistência no estabelecimento de um diálogo desse tipo. Vamos ver como lidar com esse negócio”, afirmou o ministro das Relações Exteriores russo.

E em um relatório divulgado na quinta-feira, quando uma batalha terrestre se enfurece entre as forças YPG/SDF e os ‘rebeldes’ apoiados pela Turquia – apoiados também por tropas turcas – o The Guardian também tomou nota de um possível “acordo do século” de Putin para terminar a guerra na Síria, garantindo um retiro americano:

Com a saída dos EUA, um status quo aceitável poderia ser alcançado, o que sem dúvida envolveria os curdos mais uma vez sob Damasco, mas com muito menos autonomia do que esperavam e com garantias de segurança significativas para a Turquia.

O relatório do Guardian continua:


No mais simples, o presidente russo, Vladmir Putin, que está tentando incorporar a influência da Rússia no Oriente Médio, terá a chance de explorar o que é visto como a traição de Trump aos curdos, o aríete sangrento dos EUA na luta contra Estados Unidos. A lição é clara: quando chegar a crise, os EUA não terão suas costas, Putin argumentará.

Nos comentários de quinta-feira, Lavrov enfatizou isso precisamente, dizendo:


“Estamos há anos alertando sobre um perigo extremo do experimento que os americanos estavam realizando lá, tentando colocar as tribos curdas e árabes umas contra as outras de todas as maneiras possíveis. Estávamos alertando contra jogar a carta curda, pois isso pode acontecer. para nada, dos quais também fomos avisados ​​por nossos colegas de outros países da região com grandes comunidades curdas”.

De fato, o curdo sírio já declarou esta semana expressamente que está aberto a um acordo com Assad.

Na segunda-feira, o comandante do SDF treinado e armado pelos EUA, Mazlum Abdi, indicou exatamente isso em uma declaração bombástica: “Estamos considerando uma parceria com o presidente sírio Bashar al-Assad, com o objetivo de combater as forças turcas”, disse ele.

Os Estados Unidos bloquearam essas negociações há anos, piorando ainda mais a “traição aos curdos” por Trump, dada a essencialmente ‘iluminação verde’ da Casa Branca, a invasão turca não deu aos curdos tempo para a opção crucial de coordenar uma defesa com os EUA. Exército Sírio ou buscando um acordo de reconciliação com Assad, como o deputado Tulsi Gabbard apontou.

Enquanto isso, com o SDF sofrendo pesadas baixas e sem resposta à esmagadora força aérea turca, os curdos sírios já estão, sem dúvida, chegando a Damasco para apoio aéreo e assistência do Exército Sírio.

Assim como o presidente Erdogan anunciou na quinta-feira, “109 terroristas PKK/YPG foram neutralizados durante a Operação Primavera da Paz até agora”.

Fonte: Zero Hedge.




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