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VENEZUELANAS SE PROSTITUEM PARA ALIMENTAR A FAMÍLIA; PASTOR É PRESO NA VENEZUELA POR DISTRIBUIR REMÉDIOS E COMIDA

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Mães, filhas e irmãs agora vivem exiladas na Colômbia. Todas essas mulheres fugiram da fome na Venezuela. Não havia mais emprego, nem outra forma de ganhar dinheiro para comprar comida.

A hiperinflação e a crise econômica do país fez com que muitos venezuelanos partissem sem rumo. Quando essas mulheres chegaram na Colômbia, não havia emprego formal, então elas foram parar em bares sórdidos e começaram uma vida de prostituição.

Entre lágrimas, elas contam que sentem nojo, mas economizam cada peso que ganham para enviar aos parentes que passam fome.

Patrícia, 30 anos, é uma delas. Mãe de três filhos, ela também iniciou nessa vida, na cidade de Arauca. Ela contou que certa vez, um cliente bêbado bateu nela e a estuprou. “Há clientes que te tratam mal e isso é horrível. Todo dia peço a Deus que eles sejam bons comigo”, disse.
De professora a prostituta

Alegría, 26 anos, é professora de história e geografia, mas agora trabalha em um bordel. Em fevereiro deste ano, ela partiu, como centenas de milhares, para a Colômbia. Durante três meses, foi garçonete em Arauca, em troca de comida e hospedagem.

Com a crise econômica na Venezuela, chegou a receber um salário de 312 mil bolívares (menos de um dólar). Ela conta que esse valor não era mais o suficiente para comprar nem o macarrão.

Atualmente, como prostituta, ela fatura entre 90 a 300 mil pesos (30 a 100 dólares) quando “a noite é boa”. O salário mensal na desvalorizada moeda venezuelana equivale a 29 dólares. Seis de seus parentes, incluindo seu filho de 4 anos, sobrevivem em sua terra graças a ela. O nome “Alegría”, na verdade, é um apelido que ela escolheu ironicamente.
Consequências da crise

“Nunca passou pela nossa cabeça nos prostituir, fizemos por causa da crise”, disse Joli, 35 anos. Em 2016, ela perdeu o emprego como distribuidora de jornais na Venezuela. “Não havia mais papel para imprimi-los!”

Depois disso, perdeu o homem com quem ia se casar por causa de um ataque cardíaco, devido à falta de medicação na Venezuela. O pai de seus filhos também morreu de insuficiência renal. Na Colômbia, acabou entre a cruz e a espada.

Confiando seus três filhos a sua mãe, ela foi de cidade em cidade, de um emprego para outro. Sem passaporte, conseguiu cruzar a fronteira sem mala, apenas com as roupas que usava.

Sem conseguir trabalho, optou por vender o próprio corpo na cidade de Bucaramanga, nordeste da Colômbia. A mãe não imagina como é a vida de Joli.
Redes de prostituição

Essas mulheres são apenas alguns exemplos da trágica história da Venezuela. Elas eram dignas, tinham um lar, uma família e um trabalho. Hoje, vivem como prostitutas, sujeitas a todo tipo de situação.

Segundo Jhon Jaimes, psicólogo de uma ONG atuante por lá, elas sofrem de ansiedade, episódios depressivos e sintomas de estresse pós-traumático. Sem contar as doenças venéreas, além de dengue e malária.

Muitas engravidam em relações desprotegidas, por exigência de alguns clientes, embora a ONG ofereça preservativos. Essas mulheres fazem parte de um grupo vulnerável que está exposto às redes de tráfico.

Nicolás Dotta, coordenador do MDM (Médicos do Mundo) na Colômbia, enfatizou sobre o alto número de mulheres venezuelanas que estão sendo vítimas dessas redes, “não apenas na Colômbia, mas em outros países da região e Europa”, advertiu.

De acordo com informações da ONU, quase 1,9 milhão de venezuelanos emigraram desde 2015, principalmente para países da região, quando a crise piorou. Com informaçõesIstoÉ

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Pastor é preso na Venezuela por distribuir remédios e comida

Devido à censura imposta aos meios digitais pelo regime ditatorial de Nicolás Maduro na Venezuela, informações sobre o que acontece nas últimas semanas estão restritas ao que o governo permite ser publicado.

Em contato com o Gospel Prime, uma líder evangélica venezuelana revela que o pastor Marcelo Coronel, da igreja Rey de Paz, da cidade de Mérida, e alguns membros de sua equipe ministerial foram presos.

Acusados de “prática ilegal”, eles estavam entregando medicamentos e alimentos que receberam como doação. Existe um rígido controle nacional sobre qualquer distribuição que não passe pelo sistema público.

A líder evangélica, que não pode ter seu nome divulgado por questões de segurança, dá conta que Coronel continua preso, sem previsão de julgamento. Ele é o presidente da Confraternidad de Pastores de Mérida, que reúne as lideranças evangélicas da sua cidade.

Uma médica cristã iria fazer atendimentos e ministrar os remédios como parte de um trabalho social da igreja. Acabou sendo presa e, sob ameaças, divulgou quem eram os pastores que a estavam ajudando.

O Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminais procurou pelo pastor Marcelo e sua esposa e os levou à delegacia. Sua esposa, a pastora Ana María, foi libertada um dia depois, após ser interrogada.

A cristã contatada pelo Gospel Prime relata que “a perseguição à Igreja está aumentando. Eles estão fechando estações de rádio e acabando com a mídia não oficial”. Ela explica ainda que existe uma questão política por trás disso tudo.

“As igrejas evangélicas na Venezuela estão legalmente registradas como associações civis sem fins lucrativos. Contudo, as leis mudaram e agora todas as associações civis devem pagar impostos. Esse foi um ataque direto à igreja do Senhor.”

Nos últimos meses, diversos pastores foram para a prisão ou detidos para interrogatório. Um dos casos mais emblemáticos é do pastor Benito Dumont, que foi acusado de “conspirar contra o governo” e condenado porque tinha armas em casa.

Contudo, ele era policial e o armamento apreendido era de uso profissional. Como não havia provas contra ele, acabou liberado após mais de uma semana de reclusão.

“Este governo procura humilhar e difamar a Igreja de Cristo a qualquer custo”, lamenta a líder evangélica. Ela conta que todas as atividades públicas são controladas pelo governo local. Para fazer um culto ao ar livre ou um evento evangelístico é necessário pedir autorização. Via de regra são negadas quando o requerente é evangélico.

Em tom de desabafo, ela afirma que “na Venezuela vivemos em um sistema de governo baseado no terror. Há muitas coisas acontecendo, mas não podemos publicar para que não tenhamos mais problemas”.





Via Jarbas Aragão - Gospel Prime
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