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ANGLICANOS QUEREM QUE GAYS TENHAM POSIÇÕES DE LIDERANÇA NA IGREJA

Mark Rylands

Os membros da comunidade LGBT que frequentam regularmente a igreja deveriam ser encorajado a assumir posições de liderança sem precisarem se justificar sobre suas opções sexuais.

É o que diz uma carta aberta, assinada por diversos líderes anglicanos da Inglaterra. São feitos elogios da “grande contribuição que os cristãos LGBT+ oferecem” e pede uma abordagem diferente para receber os gays na plena comunhão da igreja.

“Ninguém deve ser informado que sua identidade sexual ou de gênero, por si só, os torna inadequados para assumirem posições de liderança na Igreja”, diz um trecho do documento.


“É inaceitável dizer ou insinuar às pessoas que sua orientação sexual ou identidade de gênero será mudada pela fé… Queremos deixar claro que ninguém deve ser excluído ou desencorajado de receber os Sacramentos do Batismo ou a Ceia do Senhor com base em sua orientação sexual ou identidade de gênero”, continua a carta.

Os bispos que a subscrevem insistem que não querem mudar o ensinamento da Igreja, mas apenas oferecer um “tom diferente”.

“Aqueles de nós com a responsabilidade pastoral de pregação e ensino precisam estar continuamente atentos à natureza pessoal e sensível dessas questões. Não é certo esconder nossas visões éticas e teológicas, mas precisamos estar prontos para ouvir com sensibilidade aqueles para quem nossas palavras podem ser difíceis”, acrescenta.

Existem diferentes movimentos dentro da Igreja Anglicana partidários do que chamam de “inclusão radical” dos LGBTs no seio do cristianismo.

Em 1976, a Igreja Episcopal foi a primeira denominação a declarar oficialmente que “homossexuais são filhos de Deus e devem ser tratados com amor, aceitação e preocupação pastoral e cuidado da Igreja”. Desde então, não usou mais a palavra “pecado” para se referir a eles.

O primeiro bispo abertamente homossexual foi consagrado em 2003. Já em 2009, a Convenção Geral declarou que “o chamado de Deus é para todos”, não excluindo a vocação de LGBTs.

Três anos depois, um rito provisório de bênção para relações do mesmo sexo foi autorizado, e a discriminação contra pessoas transexuais no processo de ordenação foi oficialmente proibida. Mais recentemente, em 2015, os cânones da igreja foram alterados para tornar o ritual do casamento disponível para todas as pessoas, independentemente do sexo. Com informações de Christian Today




Por Jarbas Aragão - Gospel Prime
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