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PALESTINA CONVIDA BRASIL PARA SER “MEDIADOR DA PAZ” COM ISRAEL

 The Minister of Foreign Affairs of Brazil Aloysio Nunes (L) and Palestinian President Mahmoud Abbas (R) meet in the West Bank City of Ramallah, Mar 1, 2018. EPA-EFE/ALAA BADARNEH


O presidente palestino, Mahmoud Abbas, encontrou-se nesta quinta-feira (1) em Ramala com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes.

Na pauta, a situação na região e a decisão da Autoridade Palestina (AP) em não mais aceitar os Estados Unidos como mediador da paz após a decisão de Donald Trump em reconhecer Jerusalém como capital de Israel em 6 de dezembro.

Abbas apresentou ao ministro brasileiro a ideia de realizar uma conferência internacional em meados deste ano, que seria uma tentativa de “desbloquear” o processo de paz do Oriente Médio. Ele espera que dessa reunião com líderes de diversas partes do mundo surja um “mecanismo multilateral” para as negociações com Israel.

O ministro palestino das relações exteriores, Riyad Maliki, pediu ao chanceler brasileiro que o Brasil faça parte desse “mecanismo” que irá se formar e ajude na mediação do histórico conflito com Israel. Segundo as lideranças palestinas, é preciso pôr em prática “as resoluções internacionais para alcançar um acordo justo e global, e alcançar a paz na região, com a criação de um Estado palestino nas fronteiras de 1967 e tendo Jerusalém Oriental como sua capital”.

Abbas agradeceu ao Brasil – que reconheceu o estado palestino em 2010 durante o governo Lula – pelo seu constante apoio à causa palestina e expressou seu interesse em fortalecer as relações entre os países.

Nunes, que está em viagem oficial aos territórios palestinos depois de sua visita de dois dias a Israel, reafirmou a posição brasileira de apoiar “a solução dos dois Estados” e declarou que seu governo também deseja fortalecer as relações bilaterais com a Palestina.

Além de Abbas e de seu homólogo palestino, o chanceler brasileiro se encontrou com o primeiro-ministro Rami Hamdallah. Eles discutiram o impacto do reconhecimento norte-americano de Jerusalém como capital de Israel e avaliaram como fortalecer a cooperação em setores como agricultura, energia, educação e saúde.

Ao abordarem a pauta econômica, Maliki pediu que o Brasil aumente a importação de produtos palestinos visando fortalecer a economia do país e “facilitar a sua independência”. O ministro também sugeriu um boicote aos produtos fabricados em assentamentos israelenses, na prática do chamado BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções). Curiosamente, no início do mês passado, o PSOL divulgou uma resolução defendendo termos semelhantes. Com informações de News Europe




Por Jarbas Aragão - Gospel Prime

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