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CONSELHO CENTRAL ISLÂMICO DA SUÍÇA DEFENDE A MUTILAÇÃO DA GENITÁLIA FEMININA; ONDE ESTÃO AS FEMINISTAS?

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O Conselho Central Islâmico da Suíça (IZRS) defendeu a prática da mutilação genital feminina (FGM), alegando que a lei islâmica justifica a prática. (o que é um fato como explicado neste artigo)

O secretário-geral da IZRS, Ferah Uluca, disse que muito embora "opinião legal islâmica" justifique a prática, ela não convoca os muçulmanos para praticá-la como um dever. Ulucay disse que cabe a cada pai decidir sobre isso. Porém, a "opinião" afirma que a prática não é prejudicial para a menina envolvida.

O Conselho Central Islâmico da Suíça (IZRS) preparou uma "opinião jurídica islâmica" na qual justifica a forma de circuncisão feminina que consiste na remoção do capuz do clitóris, conhecida no islamismo como "circuncisão Sunna" (Sunna é uma palavra representa tudo aquilo que vem dos dizeres e ações de Maomé). Esta forma é legitimadamente islâmica, escreveu a IZRS em seu artigo, segundo o jornal suíço Tages Anzeiger.

Como justificativa, várias citações da tradição profética são citadas, cuja autenticidade está acima de qualquer dúvida, como a IZRS admite em uma nota de rodapé. Assim, os deveres dos muçulmanos incluem a circuncisão, a depilação / remoção dos pêlos púbicos, o corte do bigode, o corte das unhas e das unhas dos pés e a remoção dos cabelos nas axilas. Além do bigode, todos os pontos se aplicam às mulheres também, escreveu o Conselho Central, e então continua cripticamente: "A única questão é se a circuncisão da mulher também é um dever, algo sustentado com respeito ao homem pela tradição adicional. são as opiniões uns dos outros. »

A "opinião" também menciona um relatório do Fundo de População das Nações Unidas para apoiar seu argumento comparando FGM à circuncisão masculina - mas, na verdade, o relatório das Nações Unidas afirma que as conseqüências para a saúde da circuncisão masculina e feminina são muito diferentes, e prejudicias para as mulheres.

A "circuncisão Sunna" é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como FGM do Tipo 1, que envolve apenas a remoção do capuz do clitoris (prepúcio) (Tipo 1a) ou a remoção do clitóris com o prepúcio (Tipo 1b).

Segundo o Jornal Britânico de Urologia (acessado pela wikipedia) "o capuz do clitóris é importante não só na proteção da glande do clitóris, mas também no prazer, pois é um tecido erógeno."

A FGM tornou-se ilegal na Suíça desde 2012 e aqueles que praticarem qualquer forma dela podem ser presos por até dez anos.

Muitos defensores da FGM justificam o processo como "circuncisão feminina", alegando que ela é diferente da MGF. Um estudioso islâmico, o líder muçulmano irlandês Ali Selim, fez este argumento no início deste mês dizendo: "Não sou um defensor da mutilação genital feminina, mas sou um defensor da circuncisão feminina."

O fato é que tais afirmações servem apenas para enganar pois não existe diferença alguma: circuncizão feminina envolve a mutilação da genitália feminina (FGM).

As Nações Unidas e a OMS não fazem distinção entre as várias formas de circuncisão feminina, rotulando todas como mutilação da genitália feminina (FGM).

Casos de FGM dispararam em toda a Europa devido às políticas de imigração em massa. No Reino Unido 5.000 casos ocorreram em 2016, mas sem processos, apesar de ser ilegal.

Na França, um relatório recente de uma instituição de caridade anti-FGM afirmou que até 30 por cento das meninas que vivem em subúrbios povoados em grande parte por imigrantes estavam em risco de FGM.

A prevalência de FGM também não se limito à Europa, com mais e mais casos sendo vistos no Canadá, onde a prática é abertamente promovida pelo grupo Muçulmanos de Calgary. O blog retirou o artigo do ar após as duras críticas que ele recebeu. Mas, o print screen ficou capturado e o fato foi noticiado por diversos meios (National Post, BlazingCatFur, pdf do artigo).



Muçulmanos canadenses promovendo a FGM como algo saudável


Quais são as conseqüências da MGF?

A mutilação genital feminina (FGM) tem sérios efeitos de saúde (físicos e mentais) que geralmente ocorrem imediatamente após o procedimento e podem causar hemorragias graves, infecções, tétanos, paralisia da vesícula ou envenenamento sanguíneo e podem até resultar em morte. O HIV / AIDS também pode ser transmitido através do uso de instrumentos sujos.

Além do trauma psicológico e da perda de sensação sexual, as vítimas muitas vezes se queixam de dor de longo prazo ao urinar e durante a menstruação. Sentar ou mesmo caminhar pode machucar e até reabrir o tecido cicatricial devido ao constante esfregar das roupas. Podem ocorrer cistos, abcessos, infecções da bexiga e incontinência. A infertilidade é uma das possíveis consequências a longo prazo. A relação sexual é muitas vezes dolorosa.

Dar à luz uma criança pode aumentar o sangramento e as fissuras dos tecidos. O nascimento pode demorar mais do que o habitual e as césaras são comuns.


Texto redigido a partir das fonte 1, 2, 3 e 4.


Fontes:
1. Islamischer Zentralrat verteidigt die Beschneidung von Mädchen, Tages-Anzeiger, 19.02.2018
2. Swiss Islamic Council Justifies Female Genital Mutilation, Breitbart, 24.02.2018
3. Clitoral hood, Wikipedia, acessado em 24.02.2018
4. What is FGM?, Desert Flower Foundation, acessado em 24.02.2018
5. Classification of female genital mutilation, Organização Mundial de Saúde, acessado em 24.02.2018
6. Irish Muslim Leader Backs Female Genital Mutilation, Bretibart, 11.02.2018
7. Over 5,000 New FGM Cases in England Last Year, Still No Prosecutions, Breitbart, 5.07.2017
8. 30 Per Cent of Young Girls in Paris’s Troubled Suburbs Face FGM Threat, Breitbart, 13.02.2018
9. Canadian Muslim Website Publishes Article Defending ‘Medical Benefits’ of Female Circumcision, Breitbart, 5.09.2017
10. Circuncisão Feminina ou Mutilação da Genitália Feminina: prática islâmica -- Você quer isso no Brasil?, artigo do blog, 28.11.2011.





Via https://infielatento.blogspot.com.br/2018/02/conselho-central-islamico-da-suica.html
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