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ATAQUE QUÍMICO NA SÍRIA: 72 MORTOS E O QUE SABEMOS ATÉ AGORA

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Um ataque químico na cidade rebelde de Khan Sheikhun, no Noroeste da Síria, deixou pelo menos 72 mortos, incluindo 20 crianças. O bombardeio de aviões, que lançaram gás tóxico sobre a população, veio logo no início da manhã, às 07 horas do horário local. Imagens brutais mostram corpos sem vida deitados sobre calçadas e pessoas sofrendo espasmos e crises de asfixia. O Conselho de Segurança da ONU se reune com urgência nesta quarta-feira para examinar as circunstâncias do caso, que poderia se tornar o segundo ataque químico mais mortal desde o início da guerra civil na Síria. O massacre foi condenado por líderes internacionais e gerou comoção no mundo todo. Veja o que sabemos até agora:

Balanço: O número de vítimas não deixa de subir. Na terça-feira, o último balanço apontava para 72 mortos, incluindo 20 crianças, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). O observatório também afirma que são mais 160 feridos e um número indeterminado de pessoas desaparecidas. Uma organização de médicos ativistas diz que o número de mortos pode chegar a 100 e o de feridos a 400.

A substância usada: Segundo os médicos locais e a Organização Mundial da Saúde (OMS), os sintomas dos pacientes são similares aos de vítimas de ataques com agentes neurotóxicos: pupilas dilatadas, convulsões e espuma saindo pela boca. A natureza do gás tóxico não foi determinada oficialmente, mas as maiores suspeitas são de gás sarin e gás cloro.

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Autoria: Muitos governos — incluindo EUA, França, Reino Unido e Alemanha — e a oposição síria acusam o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, de responsabilidade pelo ataque. A União Europeia e o Conselho Europeu também acusaram Damasco pelo uso de armas químicas. No entanto, a Síria e a Rússia, o maior aliado do governo sírio, negam que tenham envolvimento na história.

O que diz o regime e seus aliados: O Exército sírio desmentiu categoricamente ter lançado qualquer substância química em Khan Sheikhun. Na quarta-feira, a Rússia afirmou que a aviação síria havia bombardeado um depósito dos rebeldes, onde eram guardadas substâncias tóxicas destinadas a combates no Iraque.

Armas químicas na Síria: Em agosto de 2013, o regime foi acusado de ter usado gás sarin num ataque contra os setores rebeldes das redondezas de Damasco, que deixou mais de 1,4 mil mortos, segundo os Estados Unidos. O governou negou as acusações e entrou no mesmo ano para a Convenção sobre a proibição de armas químicas.

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Embora tenha — em teoria — destruído todo o seu arsenal químico sob a supervisão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), o governo da Síria ainda desperta graves e repetidas acusações sobre o uso de gases tóxicos contra a sua própria população em zonas controladas por rebeldes. Parte da comunidade internacional levanta dúvidas se o regime efetivamente declarou todas as substâncias que possuía, ou se poderia manter outros materiais, que nunca teriam sido destruídos, armazenados em segredo. Enquanto isso, a cada brutal ataque químico, como o de ontem a Khan Sheikhun, Damasco nega veementemente qualquer violação da convenção que determinou o seu desarmamento, assinada por Assad há pouco menos de quatro anos.

O regime de Assad e a Rússia acusam sempre os grupos rebeldes armados e os jihadistas de utilizar armamento químico.








Via Época

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