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IGREJA EVANGÉLICA “VIRA” MESQUITA ÀS SEXTAS-FEIRAS EM NOME DA PAZ

Muslim parishioners: The Muslim faithful gathering in St Paul’s community hall for Friday prayers.

Todas as sextas-feiras, na cidade portuária de Fremantle, na Austrália Ocidental, um templo evangélico recebe muçulmanos em seu salão comunitário. O imã Faizel Chothia e o pastor Peter Humphris defendem que entre as duas religiões existem muitas afinidades.

Chothia disse que procurou um lugar conveniente para reunir os muçulmanos que vivem na área de Fremantle por meses, sem sucesso. Muitos são estrangeiros que foram para a Austrália em busca de emprego.

“Pensei que seria maravilhoso fazermos nossas orações nesta linda igreja”, disse o imã. “Ela certamente possui uma aura da santidade associada à oração. Como um símbolo do divino, me parece o lugar mais apropriado”.

O pastor Humphris disse que ficou satisfeito com o pedido e ansioso para receber outra comunidade no espaço da igreja. “O sentido da paróquia é continuarmos a buscar tanto a plenitude da humanidade quanto a plenitude revelada no divino”, ressalta, indicando que pretende ajudar “qualquer um, e todos, que desejam participar dessa busca”.

Ele inicialmente ofereceu a nave principal para os islâmicos, mas Chothia explicou que seria preciso retirar os símbolos cristãos, e não pretendia incomodar. Ficou acertado que todas as sextas-feiras os fiéis islâmicos se reuniriam no salão em anexo, que originalmente era o local de culto cristão. Alguns anos atrás a igreja passou por reformas e o espaço se tornou um local de convivência.

Humphris afirma que não defende a união de todas as religiões. “Minha oração é que possamos honrar uns aos outros e descobrir que é nessa diversidade que temos vida”, assegura. Seu desejo é dar exemplo para diminuir a islamofobia e promover a paz no país, onde há um amplo debate político sobre os perigos da islamização.

Para o imã Chothia, apesar das diferenças, as duas religiões têm muito em comum, uma vez que os islâmicos reconhecem como profeta figuras como Moisés e Jesus, admirados por judeus e cristãos. “Há uma empatia compartilhada e uma experiência comum”, disse. Insiste que Maomé “defendia que a diferença de opinião é a fonte da maior bênção”.
Colaboração entre cristãos e muçulmanos

Mas nem tudo está em paz na igreja anglicana de São Paulo. Alguns membros não aceitaram a decisão do pastor, por acreditar que era uma blasfêmia, e foram para outra igreja. Isso não foi o suficiente para fazê-lo reconsiderar.

Embora não existe comprovação disso, Chothia defende que Maomé abrigou cristãos na primeira mesquita em Medina, Arábia Saudita no século VII. O Alcorão fala sobre forçar os infiéis a se converter, caso contrário devem ser mortos (Surata 58:5, 9:123). Quem vai a Medina hoje se depara na entrada da cidade com placas alertando que é proibida a entrada de não islâmicos.

Em meio aos projetos para o futuro próximo estão uma contribuição dos muçulmanos para o trabalho social dos anglicanos no Nepal. Para 2017, será feita uma reforma no salão da igreja para colocar torneiras que facilitem as abluções rituais islâmicas.



Com tamanha repercussão, a “mesquita anglicana”, como é chamada, está atraindo a atenção internacional e inclusive turistas de países islâmicos como a Malásia foram conhecer o local. A iniciativa não é original, pois já existe algo similar nos Estado Unidos e no Reino Unido. Com informações SBS


Por Jarbas Aragão - Gospel Prime

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