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GRUPO INVADE IGREJA DE PASTOR PRÓ-ISLÃ E SIMULA ORAÇÃO ISLÂMICA PARA PROTESTAR CONTRA A ISLAMIZAÇÃO DA AUSTRÁLIA

Members of a far-right extremist group have worn mock Muslim clothing and interrupted a Sunday morning sermon at an Anglican Church to protest against multiculturalism

Na Austrália, a divulgação de um vídeo mostrando a suposta invasão de uma igreja anglicana por um grupo de muçulmanos, abriu um grande debate. A filmagem mostra 10 pessoas com roupas típicas dos islâmicos exigindo usar o local para fazer suas orações. Os fiéis estavam no meio do culto de domingo, quando homens e mulheres interromperam a celebração aos gritos. Usando um megafone, começaram a anunciar seu direito de fazer uso do local em nome do multiculturalismo.

O pastor interrompe a pregação e se dirige ao grupo, tentando entender o que se passava. Pede calma aos cristãos, que demonstram estarem insatisfeitos com a situação. Durante uns 5 minutos os muçulmanos ajoelham, simulam uma oração enquanto um deles lê o Alcorão. Eles discutem com alguns dos presentes, afirmando que aquilo era uma visão do futuro. Afirmam que por causa da islamização crescente, em breve a ideologia tomaria conta do país.

A polícia é chamada e o grupo sai do local rindo, seguros que tiverem uma vitória. Um deles grita: “Continuem votando em partidos liberais e esse vai ser o futuro. Este é o futuro da Austrália com a diversidade cultural, com a imigração muçulmana em massa”.

Essa situação bizarra repercutiu amplamente na Austrália, onde há uma verdadeira guerra política e midiática por conta dos imigrantes muçulmanos que estão vindo para o país. O movimento conservador australiano é liderado pela senadora Pauline Henson, do One Nation [Uma Nação] considerado de extrema-direita.

A invasão da igreja, foi revelado mais tarde, foi apenas uma encenação de simpatizantes de Henson, que desejavam mostrar ao pastor da Igreja Anglicana de Gosford, em Nova Gales do Sul, como as coisas podem ficar no futuro.

Em vídeo gravado posteriormente, o grupo de falsos islâmicos revelaram que foi tudo para chamar atenção do que eles acreditam ser um grande perigo para a Austrália. Criticando o discurso do politicamente correto. As fotos divulgadas por eles em mídias sociais mostram que eles precisaram prestar depoimento à polícia, mas não responderão a processo. Alegam que exerceram seu direito à “liberdade de expressão”.

Pastor é pró-Islã

Já o pastor Rod Bowers, responsável pela igreja, não achou a situação engraçada. Para ele, o ato foi político e conseguiu apenas “aterrorizar as pessoas”, além de violar o “espaço sagrado” do templo.

Em uma postagem nas redes sociais, disse que os fiéis que estavam no local ficaram “profundamente traumatizados”. Reclamou ainda do que chama de “bom exemplo de como a direita faz terrorismo”. Insiste que se recusa a acreditar que os manifestantes fossem cristãos, pois claramente “não conhecem a Cristo e sua paz”. Aproveitou para reclamar de todos os “cristãos radicais” que se opõe à entrada de refugiados no país.

O pastor Bowers é conhecido por sua postura favorável ao multiculturalismo e do islamismo em particular. Ele usa o painel em frente a igreja para seguidamente deixar mensagens nesse sentido. Além de apoiar a legalização do casamento gay, escreveu certa vez: “Deus abençoe a burca”. A imagem teve grande repercussão na Austrália.

Nick Folke, líder do Partido Pela Liberdade, do qual fazem parte os homens e mulheres que protestaram na igreja, explica que a ideia era “visitar a igreja de Rod para desafiar a seu apoio ao Islã”. Para ele, “fazer promoção do Islã e da imigração muçulmana é anticristão e antiaustraliano. Os lobbies étnicos e multiculturalistas são totalitários e estão pedindo leis mais restritivas da nossa liberdade de expressão”.

Um representante do One Nation disse desconhecer o grupo que invadiu a igreja, mas acredita que a manifestação foi “inadequada”, mas poderia servir de alerta. Com informações de Daily Mail


Por Jarbas Aragão - Gospel Prime

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