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CRISTÃO É CONDENADO A 5 ANOS DE PRISÃO POR EVANGELIZAR NAS REDES SOCIAIS E "BLASFEMAR CONTRA ALÁ E SEU PROFETA"

A organização ainda disse que o governo está sob crescente pressão para implementar uma legislação mais islâmica. (Foto: Reprodução).

Na Argélia, país da África do Norte, um homem cristão foi acusado de blasfêmia contra o Islã e condenado à cinco anos de prisão por ter feito uma publicação sobre Jesus em sua rede social. O homem, que não foi identificado, foi preso no dia 31 de julho.

De acordo com a organização Middle East Concern, ele tinha publicado sobre a luz de Jesus superar "a mentira do Islã e seu profeta". Mesmo sem ter um advogado, o homem foi interrogado por um promotor no dia de sua prisão e enfrentou uma audiência no último domingo (7).

Embora sua família e uma organização de direitos humanos da Argélia tenham conseguido nomeá-lo a uma representação legal, o tribunal alegou que ele tinha decidido se defender e nenhum advogado estava presente durante a audiência.

Ele recebeu a pena máxima por blasfêmia — cinco anos de prisão e uma grande multa. A Igreja Protestante da Argélia anunciou seus planos de recorrer à sentença.

Na Argélia, que abriga uma população de mais de 40 milhões, existem apenas 39 mil cristãos. Lá, o povo é predominantemente muçulmano. De acordo com o ministério Portas Abertas, o país ocupa a 37ª posição na lista de perseguição religiosa, sinalizando que o local é perigoso para expressar sua fé cristã.

A organização ainda disse que o governo está sob crescente pressão para implementar uma legislação mais islâmica. A conversão ou uma tentativa de converter alguém do islamismo é ilegal, e muçulmanos convertidos são forçados a cultuar em segredo. Apenas os muçulmanos podem realizar reuniões públicas e as igrejas, muitas vezes, têm seu registro negado.

Crime de Blasfêmia

Em países onde a perseguição religiosa é atenuada, é comum cristãos serem acusados de blasfêmia. Eles não têm o direito de expressar sua fé de forma pública. Um caso que ilustra é o de Bishoy Kameel Garas, um cristão copta egípcio que foi preso por difamação do islamismo, mas teve sua inocência comprovada em 2015.

Apesar dos momentos de aflição que marcaram os três anos que viveu como prisioneiro no Egito, Bishoy disse em depoimento à missão Internacional Christian Concern que nunca deixou de ser grato a Deus. "Passei três anos e dois meses na prisão, mas eu agradeço a Deus por tudo", afirmou.

Outro caso que ficou conhecido foi o de Shafqat Emmanuel, um cristão paquistanês que foi forçado a uma confessar que cometeu uma 'blasfêmia' porque não suportou ver sua esposa sendo torturada. Eles foram considerados culpados em 2013, por enviarem uma mensagem de texto para os muçulmanos locais, contendo uma "blasfêmia" contra o profeta Maomé. Ambos foram condenados à morte.

De acordo o depoimento dos cristãos, relatado a um site local, ambos foram torturados pela polícia. Shafqat— que é paraplégico— disse aos advogados de organizações humanitárias que não suportou ver sua esposa sendo torturada e confessou o crime.

Via Portal Guia-me

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