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NOVA LEI ARGENTINA ABRE PORTAS PARA PERSEGUIÇÃO DE EVANGÉLICOS

Marcelo Nieva.
Apesar de a Argentina ter a liberdade religiosa garantida pelo artigo 14 de sua Constituição, o estado de Córdoba criou uma lei provincial, que pretende prevenir qualquer situação de “manipulação psicológica”. Essa lei gerou uma grande controvérsia, abrindo portas para a perseguição da igreja cristã no país.

Segundo a missão Portas Abertas, essa lei tem sido aplicada de forma abusiva contra as organizações religiosas. Segundo o artigo 3, a manipulação psicológica pode ocorrer “em grupos que utilizam técnicas que exijam grande devoção ou dedicação a uma pessoa, ideia ou objeto, onde se usa de proselitismo, doutrina dinâmica ou técnicas persuasivas para promover a destruição de personalidade”.

Pouco tempo depois de ser promulgada, o pastor batista Marcelo Nieva foi acusado por políticos e pela polícia de dirigir uma “seita controversa.” Ele conta que “por causa disso, as acusações e o ódio contra a igreja têm aumentado significativamente, principalmente depois que a imprensa noticiou isso. Pessoas quebraram as janelas da igreja e saquearam as propriedades dos irmãos”, desabafa.

O pastor está pedindo orações pela nação. “Em meus 37 anos de ministério, nunca imaginei que a igreja na Argentina poderia ser atacada. Nosso país sempre se orgulhou de ser uma nação tolerante”, afirmou.

Nova lei Argentina abre portas para perseguição de evangélicosCerca de 18 meses atrás, ele e um amigo foram alvejados enquanto estavam fazendo uma viagem. Em abril deste ano, Nieva foi atacado enquanto ia à igreja com a esposa, que está grávida do segundo filho do casal. Dias depois, o abrigo de mulheres mantido pela igreja para mulheres vulneráveis, incluindo ex-dependentes químicas e prostitutas, foi apedrejado.

Dois membros da força militar nacional têm montado guarda 24 horas por dia em frente ao templo da igreja dele. Para o pastor, a polícia local só agiu em seu favor por que os policiais vindos da capital estão lá. Ele disse que sua igreja vem sofrendo quatro anos de perseguição religiosa das autoridades locais. Com informações de Evangelicals Now e World Watch Monitor


Por Jarbas Aragão - Gospel Prime

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