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ANALISTAS FINANCEIROS E GRANDES INVESTIDORES ADVERTEM SOBRE O PERIGO ECONÔMICO QUE SE APROXIMA

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Há vários meses, até mesmo anos, uma grande quantidade de financeiros independentes têm advertido a iminência de um colapso financeiro sem precedentes.

Após grande quantidade de advertências, esse colapso não aconteceu e talvez muitos dos leitores pensem que não há sentido continuar escutando ou lendo tal tipo de advertências.

Talvez o maior problema é que de tanto se advertir "que o lobo está chegando" e não materializar-se a ameça, o dia que realmente chegar, ninguém estará preparado.

Bem, pois aqui temos mais advertências para adicionar à coleção: deixaremos a critério dos leitores se estas advertências também fazem parte da mesma ladainha sem sentido, ou se devemos levá-las a sério...

Vamos começar com uma entrevista de um analista econômico, Bill Holter, realizada pelo site de notícias alternativas SGT Report.

Bill Holter
Em tal entrevista, ele fez referência a uma recente reunião de emergência entre Federal Reserve e o presidente Obama, com uma advertência explícita por parte dos EUA aos outros países que não desvalorizam suas moedas frente ao dólar.

Da entrevista pode-se notar um trecho especialmente revelador, relacionado com um recente parlamento realizado por um General do Estado Maior dos EUA...

SGT Report: Isto é muito importante. Estamos falando do general Mark Milley. Ele é o chefe do Estado Maior do Exército dos EUA e estava fazendo o discurso de abertura do ROTC Centennial Symposium em 22 de abril de 2016.

O general literalmente disse aos comandantes reunidos no simpósio:

"Você vai liderar soldados, marinheiros, aviadores e infantes da marinha neste mundo. Você vai lidar com terroristas, fazer frente a exércitos híbridos, a "homens verdes". tribos, vai enfrentar líderes nacionais e líderes locais".

(Nota: cabe destacar que o termo "homens verdes" não tem nada a ver com extraterrestres. No jargão militar atual, o termo faz referência a tropas infiltradas sem identificação, um termo que ele usou especialmente ao fazer referência às tropas russas não identificadas que se infiltraram na Crimeia durante a anexação ao território russo na crise de 2014.)

General Mark Milley

Foi lhe pedida sua impressão sobre o que disse o general Mark Milley, chefe de pessoal do Estado Maior do Exército dos EUA.

Exércitos híbridos? Tribos? Terrorismo?

Isto soa a um colapso econômico e ruptura total da sociedade norte-americana tal e como conhecemos.

Bill Holter: Isto te faz pensar... do que estão falando? O que ele sabe que nós não sabemos? Obviamente, ele tem informação que nós não temos.

Eu acredito que o general e essa gente sabem o que se aproxima.

Você pode ver do ponto de vista financeiro... quando tudo desmorona economicamente, o que acontece?

Uma vez que os mercados financeiros entrem em colapso, isso irá afetar a todos e cada um de nós. Nosso modo de vida vai desaparecer e nunca mais voltará. O que estamos vendo é um evento que não seremos capazes de recuperar... quem não estiver preparado, sofrerá as consequências o resto de sua vida.

Bem, temos um analista independente advertindo sobre os "terríveis perigos econômicos" e "temos o chefe do Estado Maior do Exército dos EUA advertindo seus comandantes para que se prepararem para enfrentar situações caóticas, próprias das modernas guerras híbridas.

O general poderia ter-lhes falado para se prepararem ante a Rússia e China, mas lhes advertiu de uma situação que parece muito mais irregular e caótica.


Talvez interpretar as palavras deste general no marco de um colapso econômico não pareça ter muito sentido e as tire do contexto.

E talvez levar em conta um personagem como Bill Holter, que há anos adverte o mesmo, a internet que também há anos adverte o mesmo ( e que sempre acaba aconselhando, de forma suspeita, para que nós compremos ouro), não sejam as melhores opções.

Mas quando vemos o tom que a reunião teve entre alguns dos investidores mais influentes do mundo, realizada em Nova York dias antes, o assunto adquira uma questão um pouco mais alarmante.

Tal e como afirmou os meios de comunicação especializados em economia, como o Business Insider e o The Wall Street Journal, "Alguns dos investidos mais influentes do mundo se reuniram e seus pontos de vistas sobre o futuro foram muito sombrios".



Os maiores investidores do mercado se reuniram na quarta-feira dia 4 de maio, para intercambiar suas ideias sobre o mundo dos investimentos e economia, e as previsões foram muito pessimistas.

Sobretudo os aspectos que trataram relacionados com o futuro.

A exposição destas perspectivas negativas ocorreram na Conferência de investimento Ira Sohn.

Esta conferência é um foro de grandes investidores, a maioria deles são gestores de fundos de cobertura.

A questão é que este ano todas as ideias expostas soaram as mais sombrias para a economia mundial.

Dois investidores de altíssimo nível que assistiram a conferência: Stanley Druckenmiller da Duquesne e Jeff Gundlach de DoubleLine, prognosticaram a chegada de tempos realmente escuros para a economia.

Druckenmiller censurou a "miopia" dos bancos centrais ao baixar as taxas de interesses e disse que isso está alimentando uma bolha da dívida dos governos e a nível corporativo.

Stanley Druckenmiller
Depois disso, ele advertiu que o mercado acionista está "acabando-se" e que os investidores devem acumular um ativo seguro: o ouro.

(de fato, em agosto de 2015, podemos ler a seguinte notícias do site RT:

Está acontecendo algo que não sabemos?: Multimilionário vinculado a Soros compra ouro compulsivamente

Stanley Druckenmiller,, multimilionário gestor de fundos de cobertura vinculado a George Soros, comprou quase 3 milhões de ações de ouro após muitos especialistas financeiros advertirem sobre uma queda precoce da bolsa).

Cabe destacar que em outros meios de comunicação, como o famoso site de economia alternativo ZeroHedge, qualificou a ação de Stanley Druckenmiller como 'APOCALÍPTICA' e o The Wall Street Journal afirma que "O empresário multimilionário Stanley Druckenmiller,advertiu que o momento atual lhe lembra o período anterior da crise financeira de 2008".


Gundlach, por sua parte, viu nuvens escuras por todas as partes durante sua apresentação. Rotulou as tacas de interesses negativas como uma "ilusão de ótica", e disse que o desejo da Reserva Federal de elevar as taxas não tem sentido e estão prejudicando o crescimento, e atacou a cada grande candidato presidencial, por suas más políticas.

Jeff Gundlach
Tanto Druckenmiller como Gundlach se concentraram na má gestão das grandes e influentes organizações, sejam a Reserva Federal, o governo dos EUA e o governo chinês. Segundo os investidores, seus graves erros permitem que as empresas e investidores sigam seus piores impulsos, distorcendo assim, a economia mundial e colocando-la em perigo.

Alguns dos outros conferenciantes, centrados em aspectos mais concretos, também expuseram perspectivas preocupantes para a economia.

David Einhorn da Greenlight, apresentou um relatório sobre o fabricante da maquinaria industrial pesada Caterpillar (conhecida por suas escavadeiras e tratores), dizendo que o mundo se encontra no final de um super-ciclo de matérias primas.

David Einhorn

Einhorn expôs que muitos mercados emergentes dependem dos produtos básicos e que a Caterpilar é conhecida como uma referência do setor na fabricação. Por isso, Einhorn disse que as ações da empresa vão alcançar uma queda de 50% em dois anos e que isso não precisamente um sinal encorajador para nenhum desses dois grupos (as matérias primas e o setor de fabricação).


Adam Fisher, da Commonwealth, falou das obrigações europeias e japonesas, e não parecia muito otimista sobre uma possível recuperação da economia.

Adam Fisher

Zach Schreiber,, diretor geral da PointState, qualificou a economia da Arábia Saudita de "insustentável", devido aos baixos preços do petróleo a longo prazo e as crescentes necessidades de gasto social. Zach Schreiber, inclusive falou sobre a crescente agitação social em tal país, como um problema a levar em conta.

Zach Schreiber

Durante a conferência, foi dito sobre a queda dos preços do petróleo, a instabilidade do Oriente Médio, do descaso continuado da fabricação, e de uma desaceleração prolongada da Europa e Japão.

Embora os investidores tenham analisado as condições a curto prazo, chamou poderosamente a atenção na Conferência de Investimento Ira Sohn, quase todos os investidores ofereceram uma visão sombria sobre o futuro econômico.

Houve alguns pontos de vista positivos, mas inclusive essas apresentações, estes pontos de vista se viram encobertos por outras previsões negativas.

O estado de ânimo dos conferencionistas foi muito semelhante ao que foi oferecido ao mesmo tempo no exterior, na cidade de Nova York nessa quarta-feira 4 de maior, deprimente e triste.

Paralelamente, estes últimos tempos, temos ouvido outras vozes que também preveem obscuridades sobre o futuro imediato da economia.

Um dos mais destacados é o economista e estrategista global da Société Générale Corporate & Investment Banking, Albert Edwards.

No começo de 2016, as previsões de Edwards foram tão sombrias ao ponto de afirmar que "Se eu estiver certo, o mercado de valores dos Estados Unidos cairá 75%, atribuindo este colapso à queda da economia dos EUA em uma recessão liderada por uma produção manufatureira deficiente."

Albert Edwards

Na semana passada, Edwards reapareceu para confirmar suas previsões agourentas...

A debilidade do dólar deve ser vista como uma mera troca de cadeiras no convés do Titanic, antes que a economia global se afunde sob as geleiras.

Deixe-me contar-lhes como isto tudo vai terminar.

Isto termina com os investidores aceitando que os lucros caiam na recessão.

Termina com mercado de ações caindo em um profundo espiral.

Termina com os títulos corporativos explodindo depois de anos de excessos de acúmulo de dívida, que levaram a uma quebra generalizada, fazendo com que a recessão seja muito mais profunda.

Termina com mal estar e distúrbio sociais e com déficits orçamentários colocados novamente em dois dígitos.

Termina com os investidores perdendo a fé na Reserva Federal, ao ver que a retomada da injeção de dinheiro se tornou ineficaz para reativar a economia.

Termina em profundas taxas de interesses negativas, em guerra de divisas e guerras comerciais e, em última instância, em inflação.

Em poucas palavras, isto terminará mal.

Há poucas horas, apareceu no site econômico Zerohedge outra notícia que fala sobre como os grandes investidores realmente veem a situação. Neste caso, fala-se das últimas manobras do multimilionário Carl Icahn, um dos investidores mais respeitados e seguidos dos EUA...

O multimilionário Carl Icahn está apostando em um colapso iminente do mercado.


Durante todo o ano passado, Icahn apareceu nos meios de comunicação nos quais mostrou um crescente pessimismo.

No começo, Icahn se mostrou sobretudo, pessimista com as taxas de interesse. À medida que o ano avançava, seu pessimismo foi aumentando e em fevereiro deste ano, ele declarou diretamente na rede CNBC que "o dia do juízo final está se aproximando" (metaforicamente falando sobre o terreno econômico, é claro).

Alguns céticos pensaram que Icahn simplesmente estava tentando assustar os investidores para que vendessem, o que permitiria a ele comprar ações de risco a preços mais baixos, no entanto, esta suspeita foi desmentida há duas semanas quando Icahn anunciou de forma chocante que estava vendendo toda sua participação na Apple, após vários anos de investimento na empresa tecnológica.

As declarações de Icahn juntamente com as últimas manobras que está realizando, foram interpretadas como uma aposta de Icahn que o mercado de valores está prestes a entrar em colapso.

Bem, veremos o que vai acontecer, mas há meses (na verdade, desde o início da última crise), se acumulam os indícios e as advertências sore um colapso econômico que, como estamos vendo, não param.

Talvez, as escuras previsões que acontecem nestes círculos poderosos tenham algo a ver com as informações que expusemos no artigo anterior do mês de abril:

O que está claro é que algo vai acontecer, o que acabarão por pagar as consequências se ocorrer algum tipo de desastre, seremos nós e as ruas. O que vimos na última crise: foi a população que pagou as dívidas derivadas das más práticas de empresas, bancos ou governos.

Mas aparentemente, a maioria das pessoas gostam de pagar dívidas, enquanto outros se enriquecem: quem viu que a população reagem de forma proporcional ao tamanho e magnitude dos abusos sofridos?

Via: https://periodismo-alternativo.com/2016/05/13/analistas-financieros-y-grandes-inversores-advierten-sobre-el-peligro-economico-que-se-aproxima/
http://www.shtfplan.com/headline-news/financial-analyst-warns-what-were-looking-at-is-an-event-youre-not-going-to-be-able-to-recover-from_05072016
http://www.anovaordemmundial.com/2016/06/analistas-financeiros-e-grandes-investidores-advertem-sobre-o-perigo-economico-que-se-aproxima.html

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