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DEBAIXO D'ÁGUA: MAIS DE 30 MIL AFETADOS POR INUNDAÇÕES NA ARGENTINA


As cheias dos rios e as inundações causadas pelas chuvas na Argentina afetam mais de 30 mil pessoas, afirmou nesta quarta-feira a Cruz Vermelha em um relatório sobre a situação.

"Devido às inundações, há 2.084 famílias evacuadas nas províncias de Córdoba, Chaco, Entre Ríos, Corrientes, Santa Fe, Formosa e Buenos Aires", disse a entidade humanitária que trabalha com equipes no terreno.

Tais províncias pertencem às regiões central e nordeste. Além das "2.084 famílias, é preciso somar pessoas que se retiraram e aquelas cujas casas foram danificadas pelas águas", disse Cristian Bolado, diretor de Emergências e Desastres da Cruz Vermelha da Argentina.

As chuvas deram uma trégua nas últimas 48 horas, mas o Serviço Meteorológico Nacional mantém um alerta pelas altas probabilidades de tormentas intensas sobre a maioria dos distritos afetados.

O governador de Santa Fe (centro-oeste), Miguel Lifschitz, afirmou nesta quarta-feira que o fenômeno meteorológico "pôs aproximadamente quatro mil fazendas leiteiras em situação de quebra".

"O mesmo acontece com a colheita pesada (soja, milho, girassol), que se converterá, pelas chuvas, em um grande fracasso" no território, completou o governador.

As chuvas atingiram, nas últimas duas semanas, os ricos pampas argentinos, o que pôs em dúvida as estimativas da colheita de soja para 2016, segundo fontes do mercado.

"A marcha pacífica para outra colheita de soja em torno dos 60 milhões de toneladas, como no ano passado, ficou subitamente suspensa", disse a Bolsa de Cereais.

A Bolsa de Rosário (310km ao norte de Buenos Aires), um grande polo agroindustrial, avaliou que "as chuvas e chuviscos produzidos desde pouco depois do começo de abril atrasaram sensivelmente a colheita de soja".

Este grão é o principal produto agrícola exportável do país sul-americano. A Argentina é o maior exportador mundial de azeite e farinha de soja, e quarto provedor global de milho.

Os produtos agrícolas representam um terço das vendas externas anuais da terceira economia latino-americana.

Fonte: EFE.

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