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LULA PODE SER PRESO NOS PRÓXIMOS DIAS, APONTA MPF; JOSÉ MUJICA ESTARIA PLANEJANDO FUGA PARA O URUGUAI


O mandado de condução coercitiva emitido pelo Juiz Sérgio Moto contra o ex-presidente Lula na última sexta-feira foi apenas um procedimento padrão que antecede as novas etapas de um minucioso processo de investigação. A ação da Polícia Federal permitiu coletar documentos que já estão sendo analisados neste momento. As provas obtidas na residência de Lula, de seus familiares e amigos, incluindo computadores, celulares e outros arquivos, serão confrontadas com outros elementos que já se encontram em poder dos peritos da Força-tarefa em Curitiba. A Polícia Federal sabia exatamente o que procurar quando cumpriu os mandados de busca e apreensão em vários endereços ligados a Lula.

Até o momento, o Ministério Público federal já concluiu que foi durante os mandatos de Lula, Dilma e na cúpula do PT que se preparou, supervisionou e conduziu o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras. Para os procuradores, Lula sabia de tudo e se beneficiou de todas as operações criminosas. Não apenas Lula, mas também familiares, amigos e o Partido dos Trabalhadores. Diante destas conclusões, supor que Lula não será preso nos próximos dias seria contar com a manutenção da impunidade no país. Algo que contradiz todo o propósito da Operação Lava Jato.

O Ministério Público foi bastante claro no documento divulgado durante a delfagração da 24ª fase da Lava Jato. O material detalha uma série suspeitas que pesam contra o ex-presidente Lula. "Estão sendo cumpridos, nesta data, mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva para aprofundar a investigação de possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de desvios da Petrobras, praticados por meio de pagamentos dissimulados feitos por José Carlos Bumlai e pelas construtoras OAS e Odebrecht ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pessoas associadas". "A suspeita é que valores recebidos por ele sejam propinas pagas a título de contraprestação pelos favores ilícitos obtidos no esquema Petrobras".

"Nós precisamos e fazemos uma investigação da continuidade dessa cadeia de comando. Hoje nós estamos analisando evidências de que o ex-presidente e sua família receberam vantagens para eventualmente consecução de atos dentro do governo", diz Carlos Fernando Lima, procurador da República.

Para os procuradores da Lava Jato, "o ex-presidente Lula, além de líder partidário, era o responsável final pela decisão de quem seriam os diretores da Petrobras e foi um dos principais beneficiários dos delitos. Eles dizem que surgiram "evidências de que os crimes o enriqueceram e financiaram campanhas eleitorais e o caixa de sua agremiação política".


"Está sob análise todos os atos de nomeação de diretores da empresa Petrobras, e de outros cargos e outros órgãos estatais, verificando se esse aparelhamento da Petrobras deu-se por orientação do governo. Nós sabemos que José Dirceu estava realmente aparelhando a Petrobras para desvio de recursos. Nós vamos verificar agora se esses desvios de recursos eram de conhecimento do ex-presidente", afirma Carlos Fernando Lima.

O Ministério Público Federal conseguiu identificar uma série de repasses suspeitos, feitos ao Instituto Lula e a empresa de palestras LILS, que pertencem ao ex-presidente. Já foi comprovado pelos procuradores que entre 2011 e 2014, mais de R$ 20 milhões recebidos pelo Instituto Lula veio das construtoras Camargo Corrêa, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS e Andrade Gutierrez.

No mesmo período, os procuradores identificaram que essas mesmas empreiteiras e a UTC fizeram pagamentos de quase R$ 10 milhões à LILS, a empresa de palestras de Lula. Todas as empreiteiras que repassaram mais de R$ 30 milhões à Lula são investigadas na Operação Lava Jato e parte delas já teve executivos condenados.

"Nós temos aí o nome de seis empresas, empreiteiras, que entre o instituto e a LILS são os maiores pagadores. Camargo, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez e UTC. São realmente o que nós sabemos. Caracterizavam um núcleo duro do cartel que dilapidou o patrimônio da Petrobras", diz Carlos Fernando Lima, procurador da República.


AS suspeitas de que o dinheiro referente ao sítio de Atibaia pode ter sido desviado da Petrobras, num esquema de triangulação compreendido como Petrobras-empreiteiras-LILS-Instituto Lula. A partir de análises, o Ministério Público Federal identificou repasse de mais de R$ 1,3 milhão para a G4 Entretenimento e Tecnologia Digital. A empresa tem como sócios Fábio Luis, filho de Lula, Fernando Bittar e Kalil Bittar. Fernando Bittar é um dos donos oficiais do sítio em Atibaia (SP).

Outra empresa que recebeu dinheiro foi a Flex BR Tecnologia, que tem o mesmo endereço da G4. Os sócios são os filhos de Lula, Marcos Cláudio, Sandro Luis e Marlene Araújo Lula da Silva, nora do ex-presidente.

Os pagamentos foram feitos ainda pela LILS a outro filho de Lula, Luis Claudio, de mais de R$ 220 mil, entre 2011 e 2013. "Duas empresas ligadas a familiares do Lula receberam valores do Instituto Lula. Como o instituto recebe dinheiro das cinco maiores empreiteiras, estamos verificando se isso não é apenas uma triangulação de benefício final da família do sr. Luiz Inácio", diz Carlos Lima.


A Receita Federal também apontou outra irregularidade nas operações financeiras envolvendo o Instituto Lula. Por ser isento de impostos e não ter fins lucrativos, a entidade não pode usar as doações que recebe para outro fim, que não seja a promoção da cidadania, conforme seu estatuto. Mas, na prática, a Receita e os investigadores dizem que o instituto e a LILS têm os mesmos funcionários. A coincidência, segundo eles, se repete com doadores e clientes.

"A empresa LILS não possui nenhum empregado, exceção há alguns anos tinha um só empregado, que era um dos filhos, e a sede dela é na casa, na residencia do ex-presidente", diz Roberto Leonel, auditor fiscal da Receita Federal.

Os agentes apreenderam, na operação de sexta-feira (4), principalmente documentos. Todo o material já está sendo analisado pelos peritos da força-tarefa. Nos próximos dias, Lula pode ser alvo de um pedido de prisão temporária, com prazo de duração de cinco dias. Pessoas ligadas ao Palácio do Planalto já dão como certa a conversão para prisão preventiva, que não possui prazo pré-definido, pode ser decretada em qualquer fase da investigação policial ou da ação penal. Comenta-se ainda nos bastidores a possibilidade de fuga do ex-presidente, que contaria com a proteção do regime cubano para a operação.

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LULA VAI PEDIR ASILO NO URUGUAI

Uma fonte de O Antagonista disse que Jorge Samek, parceiro de charutadas de Lula em Atibaia, estaria articulando com ex-presidente uruguaio José Mujica um plano de fuga de Lula pela fronteira.

O objetivo seria conseguir asilo político para o petista no Uruguai. Por isso, a estratégia de vitimização e perseguição política usada por Lula deve se acentuar nas próximas semanas.

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