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GOLPE: DILMA JÁ ACEITA O SEMIPARLAMENTARISMO!

A presidente Dilma Rousseff,madrinha de Picciani.A vitória sobre Cunha  não é garantia de vida fácil na Câmara (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Dilma e o PT aceitando uma suposta "solução"?

Isso é tanto desespero de permanecer no poder?

Ou então, diminuir o poder do cargo de presidente, por medo de ver alguém como Jair Bolsonaro ser eleito em 2018 e o Foro de São Paulo perder o controle sobre o Brasil...
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Consciente das dificuldades quase irreversíveis que seu governo enfrenta, a presidente Dilma Rousseff admite perder significativa parte do poder para permanecer no cargo. Dilma aceita, inclusive, a alternativa de terminar o governo sob um regime de semiparlamentarismo. Na semana passada, o presidente do Senado,Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, expôs a ideia a Dilma em uma conversa a sós. Ela permaneceria presidente, mas o poder real para administrar o país seria exercido por um primeiro-ministro. Uma particularidade poderia ser introduzida no texto para permitir que o primeiro-ministro não fosse, necessariamente, um parlamentar – um artifício para entregar o cargo ao vice-presidente, Michel Temer.

Na semana passada, por intervenção de Renan e do senador José Serra, do PSDB de São Paulo, o Senado criou uma comissão especial para examinar o semiparlamentarismo e criar um projeto. Foi por causa do “sim” de Dilma que Renan se empenhou tanto no assunto publicamente. O fato serve para atestar o desespero do governo. Estrategicamente, para Dilma, a simples possibilidade seria uma forma de ganhar tempo. A ideia, no entanto, é complexa e de dificílima execução. Praticamente não há condições políticas para aprová-la, afinal, o governo tem pouca força no Congresso e o processo de impeachment de Dilma está em andamento. Caso, em uma situação muito excepcional, isso acontecesse, a mudança poderia ser barrada no Supremo Tribunal Federal.

Via: Época

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