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TRISTE: EM GUERRA, POPULAÇÃO DE CIDADE SÍRIA 'COME CÃES E GATOS' PARA NÃO MORRER DE FOME


Cidadãos sírios estão morrendo de fome em Madaya, cidade próxima à capital Damasco e sitiada pelo governo em meio à guerra civil no país, segundo denunciaram ativistas da oposição.

"As pessoas estão morrendo. Elas estão comendo coisas do chão. Estão comendo cães e gatos", disse à BBC uma ativista cuja família está em Madaya.

Relatos também dão conta de situação semelhante em dois vilarejos xiitas no norte do país, que são alvo de um longo cerco por parte dos rebeldes, onde moradores têm se alimentado de grama para sobreviver.

A ONU afirma que todos os lados envolvidos no conflito no país vêm lançando mão de táticas de guerra e isolando cidades, o que viola leis internacionais de direitos humanos.

O Programa Alimentar Mundial, agência da ONU para o combate à fome, e a Cruz Vermelha descreveram a situação em que se encontram determinadas localidades como "extremamente alarmantes".

Nesta quinta-feira (7), a ONU afirmou que o governo sírio concordou em permitir que ajuda humanitária chegue a Madaya.

Entenda a seguir o que se sabe até o momento sobre os civis presos nestes cercos após quase cinco anos de guerra civil na Síria.

Quantas pessoas estão sitiadas?

A ONU acredita que, das 4,5 milhões de pessoas vivendo em áreas "de difícil acesso" na Síria, cerca de 400 mil estão sitiadas.

Em seu mais recente relatório sobre a situação no país, divulgado em dezembro, o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, destaca que "os lados do conflito continuam a restringir parcial ou totalmente o acesso a áreas sob cerco militar".

Limitar a circulação de pessoas e produtos tem levado a um aumento de preços de mercadorias enviadas por meio de canais de abastecimento intermitentes.

O documento ressalta que as agências da ONU só conseguiram enviar um volume de auxílio insignificante para estas 400 mil pessoas entre setembro e novembro.

"Em setembro, a assistência sanitária, de alimentos e de água chegou a cerca de 7.800 pessoas em uma localidade sitiada. Em outubro, 10.500 pessoas em locais sitiados receberam comida, itens de saúde e outros produtos básicos e cerca de 16,7 mil receberam água, itens sanitários e de higiene. Em novembro, 1.077 crianças receberam livros didáticos e 50 receberam roupas de frio", disse o relatório.

"Nenhuma outra forma de assistência chegou a áreas sob cerco em novembro."

Via: UOL

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