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GUERRA? IRÃ INVOCA 'VINGANÇA DIVINA' CONTRA A ARÁBIA SAUDITA; BAHREIN, SUDÃO E EAU RETALIAM; TENSÃO AUMENTA


O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, condenou a execução de um líder religioso xiita pela Arábia Saudita neste sábado (02) e afirmou que os sauditas sofrerão uma "vingança divina" pelo ato.

"Sem dúvidas, o ilegítimo derramamento de sangue deste mártir inocente terá um efeito rápido e uma vingança divina se abaterá sobre os políticos sauditas", disse Khamenei neste domingo (03) sobre a morte de Nimr al-Nimr.

O religioso era um opositor declarado da família real saudita e havia sido preso em 2012, após uma série de protestos da minoria xiita no Bahrein. A manifestação no país vizinho foi contida em uma ação conjunta das autoridades sauditas e barenitas e foi considerada extremamente violenta pelas entidades de defesa dos direitos humanos.

Al-Nimr era acusado de motim, desobediência ao rei e porte de armas e foi executado ao lado de 46 terroristas que pertenciam, em sua maioria, ao grupo Al-Qaeda. O xiita sempre reconheceu sua posição opositora ao governo, mas negava ter incitado a violência dos protestos ou de portar uma arma.

Após a execução, centenas de muçulmanos xiitas - que são rivais dos sunitas há séculos - foram às ruas protestar pela morte de Al-Nimr tanto na Arábia Saudita como no Bahrein, Iêmen, Irã e Líbano.

Um grupo de dezenas de pessoas chegou até a invadir a embaixada saudita em Teerã e destruiu o local. O governo iraniano informou que deteve 40 pessoas que teriam invadido o centro diplomático e que eles responderão perante a lei. O consulado saudita em Mashaad, no norte do Irã, também foi invadido por pessoas que protestavam contra a morte do líder.

Os Estados Unidos afirmaram estar preocupados com a escalada de violência na região e de que o fato leve o Oriente Médio a uma nova guerra. Aliado dos sauditas, os EUA fecharam um acordo nuclear com o Irã no ano passado sob protesto da família real local.

Fonte: ANSA.

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Diplomatas iranianos têm 24 horas para deixar o país
A Arábia Saudita informou este domingo que cortou relações diplomáticas com o Irão, na sequência dos protestos pela execução do clérigo xiita Nimr a-Nimr e outras 46 pessoas no sábado passado. Os executados foram considerados culpados de terrorismo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Adel al-Jubeir, citado pela agência Reuters, indicou em conferência de imprensa que os diplomatas iranianos terão de deixar o país em 48 horas, frisando que riade não permitirá que a República Islâmica mine a segurança da Arábia Saudita.

O responsável condenou igualmente "as ingerências negativas e agressivas do Irão nos assuntos árabes que frequentemente provocam danos e destruição", referindo-se ao edifício da embaixada saudita em Teerão, que ficou parcialmente destruído, e ao consulado saudita atacado na cidade de Machhad.

Já este domingo, mais de mil pessoas manifestaram-se em Teerão, no Irão, para protestar contra a execução do líder religioso xiita Nimr Baqir al-Nimr, informou a AFP.

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Retaliações surgem depois de a Arábia Saudita ter dado dois dias aos diplomatas iranianos para abandonarem o país

Vários países do Médio Oriente seguiram o exemplo da Arábia Saudita e cortaram ou esfriaram as relações diplomáticas com o Irão. O Bahrein cortou relações, o Sudão expulsou o embaixador iraniano e os Emirados Árabes Unidos reduziram a equipa diplomática, avança a BBC.

A retaliação surge depois de a Arábia Saudita ter dado dois dias aos diplomatas iranianos para abandonarem o país, na sequência do ataque à embaixada do país em Teerão. Um ataque que acontece dias depois da execução do clérigo xiita Nimr al-Nimr, na Arábia Saudita, um país de maioria sunita, que fez escalar a tensão na região.

Embora a execução tenha levado a críticas e manifestações em quase todo o mundo árabe, estas foram mais violentas no Irão, a potência xiita do Médio Oriente. No Bahrein, um país de maioria xiita mas governado por um rei sunita, a população saiu às ruas para criticar a Arábia Saudita, mas o governo está alinhado com a Arábia Saudita e deu 48 horas aos diplomatas iranianos para saírem do país.

Já hoje a porta-voz da Comissão Europeia alertou para a necessidade de os dois países - Arábia Saudita e Irão - evitarem a "escalada de tensão". "Qualquer atividade violenta deve ser evitada e esperamos que os poderes ajam responsavelmente numa situação muito volátil. Vamos continuar a seguir muito de perto a situação e a manter contactos com os nossos parceiros. Todas as partes devem evitar a escalada de tensão", afirmou Catherine Ray

A Alta Representante da União Europeia (UE) para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, esteve domingo em contacto com os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países.

Via: http://www.dn.pt/

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