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CIENTISTAS INVESTIGAM INFLUÊNCIA DE ATIVIDADE HUMANA EM TREMORES DE LONDRINA


Será que os terremotos no Paraná foram provocadas pelas famigeradas "máquinas de terremoto", como as usadas no Projeto HAARP?

O relatório do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) divulgado neste fim de semana apontou que os tremores de terra registrados em Londrina, no Norte do Paraná, são causados por altas pressões geológicas das camadas de rocha que ficam abaixo do solo. Apesar do resultado apresentado pela USP, apontando para a origem natural, o geólogo José Paulo Pinese, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), não descarta a possibilidade de eventos associados à origem induzida – supostamente vinculados à ação humana.

“Precisamos de um pouco mais de tempo para investigar se não existe influência de uma atividade humana que esteja intensificando, potencializando ou inicializando um processo de movimento nessas rochas que ao se movimentar geram ondas que atingem aquela região do Jardim Califórnia. Entendemos, que, embora ocorra na rocha, nós precisamos verificar todas as hipóteses possíveis se há influência do ser humano na geração desses movimentos de bloco”, investiga.

Desde o mês passado, pelo menos dez abalos sísmicos foram registrados na cidade. Entre os dias 6 e 12 de janeiro, sete tremores com magnitudes entre 1,1 e 1,9 na escala Richter atingiram a região de Londrina. No registro de ocorrência mais recente, no dia 21 de janeiro, o antigo fórum da cidade precisou ser esvaziado. O abalo teve 1,8 de intensidade na escala Richter. Ao todo, quatro sismógrafos foram instalados em Londrina para fazer o monitoramento dos tremores.

O professor José Paulo Pinese afirma que as estações de medição devem continuar operando nas próximas semanas. “Na medida em que tenhamos mais dados poderemos alinhavar melhor e traduzir a razão desses movimentos. Em geral, a natureza tem mais força em movimentar as rochas nessa profundidade e isso está em primeiro plano. Em segundo plano é saber se a atividade tem qualquer relação com a ação humana”, afirma.

De acordo com o estudo da USP, os pequenos tremores de terra registrados no município não são raros no Brasil e podem ocorrer em qualquer local do País. O texto explica ainda que não é possível saber se ocorrerá algum tremor de magnitude maior do que os já ocorridos até agora. Esta semana, os geólogos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), representantes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e da Defesa Civil devem se reunir para análise do documento encaminhado pela USP e para a definição dos próximos passos.

Via: http://paranaportal.uol.com.br/

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