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BOLSA CHINESA É PARALISADA PELA PRIMEIRA VEZ DA HISTÓRIA DEPOIS DE CAIR MAIS DE 7%; BOLSAS PELO MUNDO SEGUEM QUEDA


Encerramento das praças de Xangai e Shenzhen foi antecipado em mais de uma hora em resultado das fortes desvalorizações.

O ano começou mal para as bolsas chinesas e, por arrasto, as restantes bolsas asiáticas e europeias. As principais praças de Xangai e Shenzhen registaram esta segunda-feira perdas de 7%, o que levou a entidade supervisora destes mercados a antecipar o encerramento da sessão, depois de ter feito uma suspensão temporária, que não conseguiu travar a forte desvalorização de centenas de empresas.

A forte volatilidade está assocada a indicadores da economia chinesa decepcionantes, divulgados durante o fim-de-semana. Em causa estão dados sobre a actividade industrial, que voltou a contrair pelo quinto mês consecutivo. Também o yuan foi fixado pelo Banco Central da China em 6,5032 face ao dólar norte-americano, no valor mais baixo dos últimos quatro anos.

Na Ásia, a primeira sessão do ano foi de queda, com destaque para a desvalorização de mais de 3% do Nikkei, o principal índice bolsista do Japão.

A reacção negativa dos mercados europeus não se fez esperar, também influenciada pelo aumento da tensão entre a Arábia Saudita e o Irã. A maior queda está a verificar-se na praça alemã, onde o Dax está a perder 3,47%, e o Cac de Paris perde 2,38%. Os principais índices das bolsas de Madrid e de Lisboa recuam perto de 2%.

A antecipação do fecho dos mercados chineses, em mais de uma hora, acontece pela primeira vez ao abrigo das novas medidas criadas, que entraram em vigor esta segunda-feira e que visam limitar a forte volatilidade que tem caracterizado os mercados accionistas.

Antes da decisão da antecipação foi accionada a suspensão das negociações por 15 minutos, o que passou a poder ser feito sempre que há variações do índice superiores a 5% (ganhos ou perdas), mas a medida não conseguiu travar a pressão vendedora de acções e gerou maior pânico entre os investidores.

As novas regras, criadas pela Comissão Reguladora do Mercado de Valores da China (CRMV), pretendem, para já sem sucesso, evitar a forte volatilidade registada no Verão, e explicada pelo abrandamento da economia chinesa, pelo elevado valor a que foram colocadas em bolsa muitas empresas e ainda ao elevado número de investidores individuais, sem grande experiência em investimentos bolsistas.

O barril de petróleo Brent, cotado em Londres, para entrega em Fevereiro, abriu esta segunda-feira a 37,92 dólares, uma subida superior a 2%, que será explicada pelo aumento da tensão política no Médio Oriente.

Fonte: Público.

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No primeiro dia útil de 2016, os mercados de todo o mundo estão sofrendo as consequências das quedas nas Bolsas de Valores chinesas, que precisaram ser interrompidas pela primeira vez na história. Frankfurt opera em queda de 4,2%, Milão, 2,9%, Paris, 2,8%, e Londres 2,5%. Wall Street também sofre as consequências do colapso em Xangai e Shenzhen e a Dow Jones opera em queda de 1,7%.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também opera em baixa e o dólar passou a marca dos R$ 4.

As Bolsas da Ásia caíram após divulgação de dados decepcionantes sobre a produção chinesa, pelo décimo mês consecutivo, e com o aumento das tensões no Oriente Médio, onde Arábia Saudita e Bahrein cortaram relações com o Irã. Tóquio fechou o dia em queda de 3,06% e Seul 2,17%. Hong Kong, no final da sessão, operava em - 2,5%.

O novo sistema das bolsas de Shenzhen e Xangai inaugurado hoje, chamado "circuit braker", é programado para uma pausa temporária de 15 minutos quando for registrada queda de 5% e fecha o pregão no caso de uma redução de 7%.

A Bolsa de São Paulo possui um sistema similar, que pausa negociações por 30 minutos quando o Índice Bovespa (Ibovespa) cai 10%.(ANSA)

Fonte: ANSA.

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