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OS MILICOS SE MOVIMENTAM… SERÁ?


Primeiro foi o general Villas Bôas, comandante do Exército, que disse ver risco de a atual crise virar uma “crise social” que afetaria a estabilidade do país, o que, segundo ele, diria respeito às Forças Armadas.

“Estamos vivendo situação extremamente difícil, crítica, uma crise de natureza política, econômica, ética muito séria e com preocupação que, se ela prosseguir, poderá se transformar numa crise social com efeitos negativos sobre a estabilidade”, afirmou.

O militar prosseguiu: “E aí, nesse contexto, nós nos preocupamos porque passa a nos dizer respeito diretamente”. Para bom entendedor, meia palavra basta.

Agora foi a vez de o general Antonio Hamilton Martins Mourão, que comanda o Exército na região sul do país, fazer críticas à classe política em uma palestra recente. Ele ligou a metralhadora giratória e disse que a maioria dos políticos de hoje “parecem privados de atributos intelectuais próprios e de ideologias”, buscando apenas vender ilusões ao eleitor.

Em uma passagem, Mourão disse que “mudar é preciso”, e que toda consciência livre deveria despertar para a “luta patriótica” nesse momento de crise. Para ele, é preciso resgatar o “orgulho nacional” e a “esperança no futuro”.

O que penso disso tudo? Ora, não faço coro àqueles que pedem intervenção militar, pois quero salvar nossa democracia dentro das regras democráticas, e da última vez que fomos por esse caminho a “contra-revolução” durou mais de vinte anos, com muito estatismo na economia. Mas não acho ruim que os “milicos” estejam atentos ao quadro atual.

Se, por um lado, são afoitos demais os que clamam pela volta dos militares ao poder, por outro lado acho exagerado negar qualquer risco de virarmos uma Venezuela bolivariana. O risco existe sim, e não é nada desprezível. Tentemos evitá-lo usando nossas instituições republicanas, o Ministério Público, a Polícia Federal, o Congresso, o impeachment, e até o STF, já um tanto aparelhado.

Mas se nada disso funcionar e o PT, o verdadeiro golpista nessa história toda, conseguir avançar com seu projeto bolivariano, aí confesso que só mesmo a turma militar poderia impedir o pior. Espero que não cheguemos lá, mas durmo mais tranquilo ao ver sinais de que os milicos estão atentos e se movimentando…

Rodrigo Constantino

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