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CRISE: DÓLAR CHEGA A R$ 4,05 E ATINGE A MAIOR COTAÇÃO NA HISTÓRIA DO REAL


Cerca de 6 meses atrás eu disse que o dólar chegaria e passaria a casa de R$4,00...
Palavra cumprida...

E o Brasil segue rumo ao fundo do poço...
pois é... tudo o que se semeia, se colhe.

Deus está permitindo estas coisas para disciplinar este país através do seu juízo, por causa da abundante iniquidade deste povo...
Qual a solução para o Brasil?
Só Jesus!E para isso é necessário abandono e arrependimento de pecados, como roubos, corrupção, prostituição, idolatria, e então, uma conversão genuína à Cristo.
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O dólar comercial iniciou o dia rompendo o teto de R$ 4 e cravando o maior patamar intradia desde a adoção do câmbio flutuante, em 1999. A moeda atingiu a máxima de R$ 4,0666, mas agora reduz um pouco o ritmo de valorização. Às 16h16, a divisa era negociada a R$ 4,0416, alta de 1,56%.

O que está por trás do movimento de hoje é ainda a preocupação com o rumo do ajuste fiscal. E o noticiário é considerado negativo. O adiamento do envio da proposta da CPMF ao Congresso e sinais de distanciamento entre o Executivo e o PMDB são citados como pontos que acrescentam tensão. Também há expectativa pela votação da pauta bomba: hoje o Congresso pode votar 32 vetos presidenciais que, se derrubados, afetam a situação fiscal. Estudos do governo mostram que a eventual derrubada dos vetos presidenciais pelos parlamentares implicaria um rombo estimado em R$ 127,8 bilhões em quatro anos.

Também vale lembrar que, hoje o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, recebe representantes da agência de classificação de risco Fitch. Nos últimos dois pregões, rumores de que a agência rebaixaria o rating do Brasil - talvez até em dois degraus - têm servido de argumento para a disparada do dólar e dos juros futuros.

O fato de o dólar alcançar a marca de R$ 4 tem importância também do ponto de vista técnico. Esse nível aciona ordens de stop-loss (ordens de interrupção de perdas) e zeragem de posição, o que acaba potencializando a alta da cotação.

Além das questões domésticas, o câmbio sofre pressão do ambiente externo nesta manhã, onde as moedas de outras países emergentes também operam em queda firme em relação ao dólar. A preocupação com o quadro econômico global e as incertezas sobre qual deve ser o rumo da política monetária americana no curto prazo geram uma onda de desvalorização tanto de commodities como de moedas de países que produzem e exportam essas matérias-primas.

Por volta das 13h20, o dólar subia 1,71% em relação ao rand sul-africano, avançava 1,27% ante o peso mexicano, ganhava 0,52% da lira turca e tinha ganho de 0,21% ante a rupia indiana. Na comparação ao dólar canadense, o dólar tinha valorização de 0,2%, enquanto o dólar australiano cedia 0,87% na comparação à divisa americana.

(Lucinda Pinto | Valor)

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