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PREOCUPAÇÃO COM ECONOMIA DA CHINA DERRUBA MERCADOS

Bolsa de Shenzhen, a segunda mais importante do país, fechou em queda expressiva de 5,39% (Foto: Reuters)

Economia chinesa: Quebra ou não quebra?

Crescentes preocupações com a economia chinesa derrubaram nesta sexta-feira (21) os mercados internacionais. Índices como o S&P 500, em Wall Street, e o FTSEurofirst 300, na Europa, registraram a maior queda diária desde 2011.

Dados sobre a China mostraram que seu setor industrial encolheu no ritmo mais rápido desde o ápice da crise financeira de 2009, exacerbando preocupações com a saúde da economia chinesa e dúvidas se o governo tomará novas medidas para conter a desaceleração.

Veja um resumo de como foi o fechamento dos mercados nesta sexta:

Ásia: Bolsa de Xangai caiu 4,27% e teve perda de 11,5% na semana
EUA: Dow Jones caiu 3,12%, S&P 500 recuou 3,19% e Nasdaq perdeu 3,52%
Europa: FTSEurofirst 300 caiu 3,4%, a pior queda diária desde 2011
Petróleo: preço do barril nos EUA caiu abaixo de US$ 40 pela 1ª vez desde 2009
Brasil: Bovespa caiu 1,99%, a 45.719, menor patamar desde março de 2014

Preocupações com a China
A surpreendente desvalorização do iuan na semana passada e a sucessão de quedas nas bolsas chinesa também contribuem para a tensão nos mercados.

Nesta sexta-feira, a divulgação pelo grupo de imprensa Caixin sobre o índice PMI, referência sobre a atividade manufatureira da China, aumentou a desconfiança geral. O índice PMI provisório de gerentes de compras, calculado pela empresa Markit, ficou em 47,1 em agosto, contra 47,8 em julho. Este é o menor nível em mais de seis anos.

Bolsas nos EUA e na Europa
As bolsas dos EUA fecharam em queda de mais de 3% nesta sexta, com o índice S&P 500 sofrendo sua maior queda percentual diária em quase quatro anos, diante dos receios de uma desaceleração global liderada pela China.

As perdas levaram os principais índices de referência de Wall Street a registrar a pior semana em quatro anos, segundo a imprensa dos Estados Unidos.

O índice Dow Jones caiu 3,12%, para 16.459.88 unidades, nível mais baixo do ano.

Já o S&P 500 recuou 3,19%, a 1.970, na maior perda diária desde novembro de 2011. Na semana, o índice acumulou queda de 5,8%, a maior perda semanal desde setembro de 2011.

O termômetro tecnológico Nasdaq caiu 3,52%, para 4.706.04.

O FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações da Europa recuou 3,4%, a 1.427 pontos, na pior queda em quase 4 anos.

O índice acionário de referência para mercados emergentes MSCI recuou mais de 2%.

Nos EUA, as ações do Alibaba caíram 3%, perigosamente perto de ficar abaixo do preço estipulado na maior oferta inicial de ações (IPO, em inglês) da história. A mudança para abaixo de US$ 68 faria o maior e-commerce da China firmar-se como a segunda companhia de tecnologia de alto perfil a cair abaixo do preço de IPO esta semana, após o Twitter, na quinta-feira.

As ações do Alibaba encerraram em baixa de US$ 2,14, em uma mínima recorde pós IPO de US$ 68,18. Seus US$ 25 bilhões em ações listadas foram os maiores da história na bolsa de Nova York e renderam aos subscritores mais de US$ 300 milhões.

Brasil e emergentes
A Bovespa fechou em queda de 1,99%, a 45.719 pontos, no menor patamar de fechamento desde março de 2014. Na semana, a bolsa caiu 3,77%. No mês e no ano, há desvalorização acumulada de 10,12% e 8,57%, respectivamente.

Já o dólar encerrou a semana vendido a R$ 3,496, em alta de 1,05% frente ao real. Na semana, o dólar subiu 0,37%. No mês, a valorização acumulada é de 2,08%

Com a desvalorização acentuada das moedas do mundo emergente, inclusive do real, cresce o temor de que esses mercados – até então puxadores do crescimento da economia global – mergulhem em uma nova crise. Na visão de alguns analistas, o paralelo mais recente seria a crise asiática de 1997-1998, quando a maior parte da Ásia mergulhou em uma profunda turbulência financeira.

Queda do preço do petróleo
Os preços do petróleo nos Estados Unidos foram negociados abaixo de US$ 40 o barril pela primeira vez desde a crise financeira de 2009 e fecharam em queda de 2%.

Os contratos futuros de petróleo nos EUA para outubro encerraram em baixa de 0,87 dólar, ou 2,1%, a US$ 40,45 por barril, tendo tocado a nova mínima de seis anos e meio a US$ 9,86 por barril.

O petróleo tipo Brent (referência internacional) teve queda de 1,16 dólar, ou 2,5%, a US$ 45,46 por barril, após atingir mínima de US$ 45,07 por barril e ameaçar quebrar a barreira de US$ 45 pela primeira vez desde março de 2009.

Via: G1

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