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“O BRASIL PODE SE TRANSFORMAR EM UMA GRÉCIA”', ALERTA EDUARDO CUNHA


Com a economia paralisada e inflação em alta, o Brasil pode se transformar em uma Grécia se não fizer o trabalho corretamente, alertou nesta sexta-feira Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados.

Para o legislador do PMDB, partido da base governista, o país deve abordar os riscos financeiros enfrentados por municípios e estados, originados no sistema de distribuição da renda tributária, que pode levá-los à quebra.

"O Brasil não vai virar uma Grécia, não tenho a menor dúvida em relação a isso. Mas se não debatemos e mostramos que o Brasil pode virar uma Grécia, se não fizer o trabalho correto, acaba virando", ressaltou em uma coletiva com a imprensa estrangeira no Rio de Janeiro, onde depois relativizou as semelhanças entre o Brasil e o caso grego.

Desde de vencer a disputa pela presidência da Câmara, Cunha, um dos investigados na operação Lava Jato, tem feito oposição a várias iniciativas do governo, defendendo com mão de ferro a independência do Legislativo e obrigando o Executivo a negociar muito mais do que era necessário no passado.

Evangélico e defensor de una agenda ultraconservadora, Cunha apoia a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos "com o objetivo de reduzir a sensação de impunidade", garantindo que não há outro modo de acabar com a violência.

Cunha anunciou que levará o projeto de lei de redução da maioridade penal, que tramita há 22 anos no Congresso e que ele ressuscitou - para votação no plenário da Câmara na próxima semana. O governo, a Igreja Católica, a ONU e vários grupos de Direitos Humanos se opõem à aprovação.

Considerado um dos políticos mais poderosos do país, ele assegura que a fórmula PT-PMDB que triunfou nas últimas eleições e reelegeu Dilma Rousseff está em fase terminal.

"A coalizão está no CTI, mas está lá", disse, acrescentando achar pouco provável que vá além de 2018.

"O PMDB tem que ter candidato próprio (à presidência). Um time que não joga, não tem torcida", disse, sem descartar uma eventual candidatura sua para 2018.

Consultado sobre a rejeição que sofre pela sociedade, Cunha respondeu que a presidente Dilma, que conta com apenas 10% de popularidade, deve ser ainda mais odiada.

"A própria população que votou em Dilma não a está apoiando", disse

Via: http://www.diariodepernambuco.com.br/ e Yahoo

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