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ATAQUE A CRISTÃOS EM UNIVERSIDADE NO QUÊNIA DEIXA AO MENOS 147 MORTOS


Atiradores da milícia islâmica Al Shabaab deixaram ao menos 147 mortos e 79 feridos nesta quinta-feira (2) em uma universidade no nordeste do Quênia.

O ataque foi o pior a acontecer no país desde que a Al Qaeda matou um total de 224 pessoas ao explodir caminhões-bomba contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia em 7 de agosto de 1998.

O cerco de segurança à Universidade de Garissa, a 200 km da fronteira da Somália, terminou quase 15 horas após os militantes da facção somali terem invadido o campus "atirando indiscriminadamente", disse o chefe policial Joseph Boinet.


Momentos depois, os radicais poupavam os estudantes muçulmanos enquanto matavam ou faziam os cristãos de reféns.

Segundo o ministro do Interior queniano, Joseph Nkaissery, quatro atiradores com explosivos foram responsáveis pelo atentado. O mesmo número de militantes deixou 67 mortos durante o ataque ao Shopping Westgate, em Nairóbi, em 2013.

"A operação terminou de forma bem-sucedida. Quatro terroristas foram mortos", disse Nkaissery.

As autoridades ofereceram uma recompensa de US$ 215 mil (R$ 672,8 mil) por informações que levem à prisão de Mohamed Mohamud, descrito como o mais "procurado" por sua relação com o ataque.

Vinculada à Al Qaeda, a Al Shabaab tem um histórico de ataques no Quênia em retaliação à ação militar de tropas de Nairóbi na Somália. Incluída em março de 2008 na lista de organizações consideradas terroristas pelos EUA, a facção luta para instaurar um califado na região.

CORPOS NA SALA DE AULA

Imagem fornecida por um jornalista local mostrou dezenas de corpos ensanguentados espalhados por uma única sala de aula em Garissa. Mas alguns estudantes conseguiram escapar ilesos.
"Perto das 5 horas (23h de quarta em Brasília), acordamos com sons de disparos. As pessoas começaram a correr por suas vidas", disse um estudante não identificado.
Editoria de Arte/Folhapress

Collins Wetangula, vice-presidente do diretório estudantil da universidade, relatou que os atiradores invadiram os dormitórios perguntando se os presentes eram cristãos os muçulmanos. "Quem fosse cristão era baleado ali mesmo", disse. "A cada tiro que ouvia, pensava que iria morrer."

A tática da Al Shabaab de separar muçulmanos de cristãos durante seus ataques vem estremecendo a relação entre essas duas comunidades no país. Nos últimos dois anos, a milícia deixou mais de 200 mortos no Quênia.

Via: Folha

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