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Falsa bandeira: Hackeamento da Sony foi um Trabalho Interno; Coreia do Norte como bode expiatório é estratégia de distração



De acordo com os especialistas em segurança cibernética, que dizem agora que há evidências abundantes que sugerem que o hack foi um trabalho interno. Será que o FBI fez algo errado quando identificou quem ou qual entidade foi a responsável pelo recente hackeamento da Sony Pictures Entertainment?

Conforme relatado em 30 de dezembro pelo The New York Post, as empresas de segurança cibernética americanas disseram que têm provas concretas de que um ex-trabalhador da Sony ajudou a hackear o sistema de computador da Sony Pictures, e que o ataque cibernético não foi idealizado por cyberterroristas norte-coreanos.

O jornal observou nas edições online:

Uma empresa líder em segurança cibernética, a Norse Corp., disse [em 29 de dezembro] que tem diminuído a sua lista de suspeitos a um grupo de seis pessoas - incluindo pelo menos um veterano da Sony com o perfil técnico necessário para realizar o ataque, de acordo com a notícia.

Isso vem em conflito direto com as alegações anteriores feitas pelo FBI, as quais culparam a Coréia do Norte do ataque cibernético dias antes do fato se tornar manchetes. O anúncio feito pelo FBI teve um efeito financeiro direto sobre Sony; a empresa decidiu atrasar o lançamento planejado para o dia de Natal de seu mais recente filme, A Entrevista, uma paródia sobre dois apresentadores de TV que armam uma entrevista com o líder norte-coreano Kim Jong Un, apenas para ser recrutado pela CIA para assassiná-lo.

O FBI está irredutível sobre suas conclusões




As afirmações do FBI apareceram logo no início para fazer sentido, dada a vaidade do jovem líder da Coreia do Norte. Mas, infelizmente, parece que essa afirmação está caindo por terra.

Kurt Stammberger, vice-presidente sênior da Norse Corp., uma empresa de segurança cibernética, agora diz que ele usou os vazamentos dos documentos de recursos humanos da Sony para cruzar informações com comunicações de salas de bate-papo hacker, bem como a própria rede da empresa de sensores da web, para concluir que a Coreia do Norte não foi a responsável pelo hackeamento.

"Quando o FBI fez este anúncio, apenas alguns dias após o ataque se tornar público, isso chamou a atenção na comunidade porque é difícil fazer esse tipo de atribuição tão rapidamente - é quase inédito," disse Stammberger à Bloomberg News. "Todas as pistas que descobrimos que tinham uma conexão coreana acabaram por serem becos sem saída."

O site Politico Pro informou que os agentes do FBI que investigam o hackeamento foram informados pela Norse. Stammberger disse após a reunião que a agência estava "bastante aberta e grata por nossos dados e assistência", mas não iria compartilhar qualquer de seus dados e resultados com sua empresa de segurança cibernética, embora fosse o que a empresa esperava.

A agência federal está irredutível em sua determinação de culpa.

"O FBI concluiu o que o Governo da Coreia do Norte é responsável pelo roubo e destruição de dados na rede da Sony Pictures Entertainment. A atribuição à Coreia do Norte é baseada na inteligência do FBI, a comunidade de inteligência dos EUA, o DHS, parceiros estrangeiros e do setor privado", disse um porta-voz em um comunicado à Politico Pro. "Não há nenhuma informação confiável para indicar que qualquer outro indivíduo seja responsável por este incidente cibernético".

"Fortes evidências de um trabalho interno"

O vírus ligado ao ataque da Sony foi codificado em um idioma coreano, dizem os relatórios. O The Post acrescentou que o vírus malware é semelhante a um que tinha como alvo os bancos sul-coreanos e empresas de mídia em 2013. No entanto, isso não é suficiente para vinculá-lo à Coreia do Norte, de acordo com a Trend Micro, uma empresa de desenvolvimento de software, relatou o Bloomberg News.

O malware em questão está disponível no mercado negro e pode ser usado sem um grande know-how técnico.

"Muitos malwares são como uma espécie de Roomba [um tipo de robô aspirador] - ele se mistura à rede de computadores, se choca contra os móveis e corre em espirais e procura por coisas de forma aleatória", Stammberger disse Bloomberg .

"Isto foi muito mais como um míssil de cruzeiro", acrescentou. "Este malware tinha endereços de servidores específicos, IDs de usuários, senhas e credenciais, ele tinha certificados. Este material tinha alvos específicos. O que é um sinal muito forte de que alguém de dentro estava envolvido..."

Fontes:
- Natural News: PSYCH! Sony hack was an inside job; North Korea scapegoated as distraction strategy
- The New York Post: New evidence Sony hack was ‘inside’ job, not North Korea
- Politico Pro: U.S.: No alternate leads in Sony hack
- Bloomberg News: Ex-Worker Theory Casts Doubt on N. Korea as Sony Hacker

Via: http://www.anovaordemmundial.com/

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