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Poderia a Babilônia ser a cabeça da Besta que volta à vida?

Meu Comentário: Este artigo foi escrito pelo brasileiro, Rodrigo Silva, autor do livro recém lançado, “The Coming Bible Prophecy Reformation” (o qual pode ser adquirido na Amazon, aqui). Eu tive o prazer de adquirir este livro no dia do seu lançamento e o recomendo fortemente para todos os que estudam as profecias relacionadas ao tempo em que vivemos. É interessante notar que esse artigo foi escrito há quase 6 anos, em 20/12/2008, muito antes de vermos os movimentos geopolíticos na região do Iraque, do antigo Império Babilônico, aos quais, ainda em 2008 o autor do artigo já apontava que tais movimentos poderiam ocorrer. Recomendo novamente, que adquira o livro do Rodrigo, pois pelo que li de sua obra, ele faz muitos adendos que elucidam ainda mais os assuntos aqui abordados e com muito mais profundidade, já abrangendo os últimos eventos importantes, do ponto de vista escatológico, que temos visto no decorrer dos últimos anos até aqui, em 2014. Além disso, o livro trata de muitos outros temas que vão bem além do assunto abordado neste artigo.

por Rodrigo Silva,





Em Apocalipse 17, lemos uma das passagens mais misteriosas em toda a Bíblia. Leia a seguir:

“E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição.” (Apocalipse 17:11)

Quem é essa besta que era e não é, que é o oitavo e procede dos sete? Você pode até levantar a questão: Sete de quê? Os dois versículos antes de Apocalipse 17:11 nos dizem que:

“Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco.” (Apocalipse 17:9-11)

Ao que todo esse simbolismo está se referindo?

A passagem nos diz que as sete cabeças da besta representam sete montes, sobre os quais se assenta a prostituta. Os sete montes, nos é dito, representam sete reis. Na época de João, cinco destes reis tinham caído, um existia na época de João e outro rei viria após a época de João. A besta, nos diz a passagem, é o oitavo rei, mas procede dos sete. Como pode a besta ser o oitavo rei e ainda proceder de um dos sete? A resposta está em Apocalipse 13, onde lemos:

“Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta;” (Apocalipse 13:3)

De acordo com este versículo, uma das sete cabeças da besta sofreu uma ferida mortal, mas esta ferida mortal foi curada fazendo o mundo se surpreender. Isso levanta a questão: Como as sete cabeças da besta representam sete montanhas, que por sua vez representam sete reis; quem são esses reis e qual será o rei que vai ser representado pela cabeça ferida que é curada e volta à vida? Estes reis representados por montanhas são sete impérios, pois a Bíblia em várias passagens nos diz que as montanhas representam reinos. Em Jeremias lemos:

“Pagarei, ante os vossos próprios olhos, à Babilônia e a todos os moradores da Caldéia toda a maldade que fizeram em Sião, diz o SENHOR. Eis que sou contra ti, ó monte que destróis, diz o SENHOR, que destróis toda a terra; estenderei a mão contra ti, e te revolverei das rochas, e farei de ti um monte em chamas.” (Jeremias 51:24-25)

Nesta passagem, Deus compara o Império Babilônico a uma montanha. Em Daniel também lemos que, quando Cristo estabelecer o seu reino, será como uma grande montanha enchendo toda a terra (Daniel 2:35,44). Temos que nos lembrar que um reino e um rei são vistos como um só, não como separados uns dos outros. Ao referir-se ao Império Babilônico, Daniel disse ao rei Nabucodonosor que ele era a cabeça de ouro (Daniel 2:38).

Então, quem são estes sete reinos que são mencionados em Apocalipse 17? Estes são os sete impérios que tinham e que teriam influência sobre o povo e a terra de Israel, como se pode notar, do ponto de vista de Deus, esses reinos não são sobre quem conquistou quem, como os Persas que conquistaram a Babilônia e como os Gregos que conquistaram a Persia, mas sobre quem temautoridade sobre o povo e a terra de Israel.

Agora podemos identificar os sete impérios que tiveram e que terão autoridade política sobre o povo e a terra de Israel.

1. Império Egípcio, que perseguiu o povo de Israel durante a época do Êxodo

2. Império Assírio, que levou o reino do norte de Israel em cativeiro

3. Império Babilônico, que levou o reino do sul de Judá para o cativeiro

4. Império Persa, que quase destruiu os judeus através de Hamã de acordo com o livro de Ester

5. Império Grego, que profanou o Templo Judeu através do rei selêucida Antíoco Epifânio

Estes são os cinco reis ou reinos que haviam caído na época de João.

6. Império Romano, que destruiu Jerusalém e dispersou os judeus no ano 70 d.C.

Este é o rei ou reino que “é“, quando João estava recebendo a visão de Apocalipse 17.

O problema é identificar o sétimo que ainda não havia chegado, mas que quando ele vier, vai continuar por um curto espaço de tempo. Em meus outros artigos eu identifiquei este reino com o Império Otomano, que controlava a terra de Israel. É possível que este sétimo reino também poderia se referir à expansão árabe ou islâmica do século VII que também controlava a terra de Israel. Também é possível que nem o Império Otomano, nem o Império Árabe estejam em vista, mas a vinda da confederação de dez nações que são representados pelos dez chifres da besta. Não podemos saber se essa confederação de dez reis terão influência sobre a terra e o povo de Israel antes do surgimento do Anticristo.

A besta que será o oitavo é também um dos sete. Isso significa que a besta que representa um dos sete reinos voltará no futuro, como um império revivido. Alguns dizem que a besta é um homem, mas em Daniel 7, lemos que uma besta representa um reino, até mesmo que a cabeça do reino também pode ser identificado como a besta, pois ele é o governante do reino. Nossa tarefa agora é identificar qual dos sete reinos será revivido e que retornará como o oitavo animal que vai para a destruição.

Muitos estudiosos de profecias dizem que a cabeça curada da besta é o renascimento do Império Romano. Isso é impossível, porque o anjo diz a João no Apocalipse que a besta que deveria ser revivida, “não era” durante o tempo da revelação do livro do Apocalipse, em outras palavras, esta besta já tinha sido e já não existia à época de João. O Império Romano foi o sexto reino e a besta deveria ser um dos cinco que já tinham caído. Aqui está o versículo novamente:

“E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição.” (Apocalipse 17:11)

O anjo diz a João que o animal “era e não é“, ou seja, já era história passada. O Império Romano era o reino que estava no poder à época, portanto, a besta que era história passada, voltaria novamente como o oitavo reino. Isso nos deixa com cinco opções, a partir dos cinco reinos que já tinham existido e passados quando João estava recebendo a visão. Estas cinco opções seriam:

1. Império Egípcio

2. Império Assírio

3. Império Babilônico

4. Império Medo-Persa

5. Império Grego

Um desses cinco reinos deve ser a besta que será o oitavo rei, que era um dos sete. O texto em Apocalipse diz que a besta, que é o oitavo, vai para a destruição. A palavra traduzida comodestruição é a palavra grega apolea, que literalmente significa “destruição total” e “destruição que consiste de miséria eterna no inferno“, segundo a definição de ‘Strong’. Isto significa que este reino revivido e seu governante vão sofrer a destruição eterna para nunca serem ouvidos novamente. Para o Egito não é prometido a destruição eterna, em Isaías 19 lemos que, apesar do juízo de Deus sobre o Egito, a nação ainda existirá no Milênio, de acordo com Isaías 19:23-25.

Em meus outros artigos eu apresentei a Assíria como a cabeça revivida, já que o Anticristo é chamado de ‘o assírio’. Embora Deus prometa destruir o assírio, o Anticristo, em Isaías 14:25, e de destruir o orgulho da Assíria de acordo com Zacarias 10:11 e de consumir a terra da Assíria à espada, de acordo com Miquéias 5:5-6, a própria Assíria não sofrerá a destruição total e eterna, uma vez que também será uma nação no Milênio, de acordo com Isaías 19:23-25.

A Persia é mencionada como um dos inimigos de Israel nos últimos dias e como um dos aliados do Anticristo, mas à Persia não está prometido a destruição eterna. Desde que o Império Grego foi dividido em quatro cabeças, como é visto no leopardo de Daniel 7, é difícil concluir que o Império Grego voltará para sofrer a destruição eterna. Podemos presumir que a dinastia selêucida poderia ser revivida de alguma forma, já que é dito que o Anticristo viria da dinastia selêucida do Império Grego.

O Anticristo é chamado de ‘rei do norte‘, em Daniel 11:21-45, e de ‘o rei feroz de semblante‘, em Daniel 8:23. Essas passagens referem-se a um governante da divisão selêucida do Império Grego no tempo do fim. O problema é que a divisão selêucida do Império Grego ocupava um território muito grande, incluindo a moderna Síria, Iraque, Irã, Paquistão e Afeganistão. Portanto, não podemos apontar para uma região muito específica. Antíoco Epifânio, que era um tipo do Anticristo, governou a região da Síria, mas a Síria antiga abrangia mais do que a Síria moderna, incluindo partes da Turquia e do norte do Iraque.

A única opção que nos resta agora é o Império Babilônico de vir como a oitava besta que era um dos sete e que vai para a destruição (apolea em grego), ou seja, a destruição total e eterna. Isto é exatamente o que a Bíblia diz que vai acontecer com a Babilônia. Em Isaías 13-14, Jeremias 50-51 e Apocalipse 18, lemos que a Babilônia vai sofrer uma destruição tão devastadora que nenhum ser humano jamais vai viver lá novamente. Essas profecias não se referem à queda da Babilônia, a Ciro, o persa em 539 a.C., porque a Babilônia não foi destruída na época.

A Babilônia foi conquistada sem uma batalha e as profecias de Isaías e Jeremias não encontraram cumprimento naquele momento. Abaixo estão algumas das passagens que falam sobre a destruição da Babilônia:

“Babilônia, a jóia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou. Nunca jamais será habitada, ninguém morará nela de geração em geração; o arábio não armará ali a sua tenda, nem tampouco os pastores farão ali deitar os seus rebanhos. Porém, nela, as feras do deserto repousarão, e as suas casas se encherão de corujas; ali habitarão os avestruzes, e os sátiros pularão ali. As hienas uivarão nos seus castelos; os chacais, nos seus palácios de prazer; está prestes a chegar o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão.” (Isaías 13:19-22).

Esta destruição vai acontecer no tempo da Tribulação:

“Eis que vem o Dia do SENHOR, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores. Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz.” (Isaías 13:9-10).

“Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.” (Mateus 24:29)

“Por causa da indignação do SENHOR, não será habitada; antes, se tornará de todo deserta; qualquer que passar por Babilônia se espantará e assobiará por causa de todas as suas pragas. … Por isso, as feras do deserto com os chacais habitarão em Babilônia; também os avestruzes habitarão nela, e nunca mais será povoada, nem habitada de geração em geração, como quando Deus destruiu a Sodoma, e a Gomorra, e às suas cidades vizinhas, diz o SENHOR; assim, ninguém habitará ali, nem morará nela homem algum. … De ti não se tirarão pedras, nem para o ângulo nem para fundamentos, porque te tornarás em desolação perpétua, diz o SENHOR. … Estremece a terra e se contorce em dores, porque cada um dos desígnios do SENHOR está firme contra Babilônia, para fazer da terra da Babilônia uma desolação, sem que haja quem nela habite.” (Jeremias 50:13,39-40; 51:26,29)

Essas passagens nos dizem que a Babilônia será destruída para sempre, para nunca ser habitada novamente. Essas profecias ainda não foram cumpridas, pois existem pessoas que vivem hoje na região da antiga Babilônia. Estas previsões referem-se a um tempo futuro na história, quando a Babilônia será a capital política de um reino. Essas passagens também nos dizem que a Babilônia será destruída, como o foram Sodoma e Gomorra, isto é, pelo fogo. Isto é o que lemos em Apocalipse 18:

“Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio, e, conservando- se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem:Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo.” (Apocalipse 18:9-10).

Se todas essas passagens se referem ao futuro, é claro que a Babilônia voltará a ser muito influente nos últimos dias. A Babilônia será, nada mais e nada menos, do que o reino do Anticristo, que é chamado em Isaías 14:4: “o rei da Babilônia“. Este capítulo de Isaías segue a descrição da destruição da Babilônia em Isaías 13 e começa com a restauração de Israel à sua terra quando eles vão cantar um provérbio contra o seu opressor, que será o Anticristo:

“No dia em que Deus vier a dar-te descanso do teu trabalho, das tuas angústias e da dura servidão com que te fizeram servir, então, proferirás este motejo contra o rei da Babilônia e dirás: Como cessou o opressor! Como acabou a tirania!” (Isaías 14:3-4)

Este rei da Babilônia, que oprime Israel também é referido como Lucifer nos versículos 12-15, que deseja ser como o Altíssimo, quando ele diz:

“Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isaías 14:13-14)

Este é o anticristo declarando que ele é Deus, como lemos em 2 Tessalonicenses 2:

“o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.” (2 Tessalonicenses 2:4)

A passagem em Isaías 14 não está apenas falando de Satanás, como muitos supõem, mas está falando sobre o rei da Babilônia, que será possuído por Satanás e que afirmará ser Deus. Deus também se refere a ele como o assírio na mesma passagem, sem alterar os temas:

“Jurou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e, como determinei, assim se efetuará. Quebrantarei a Assíria na minha terra e nas minhas montanhas a pisarei, para que o seu jugo se aparte de Israel, e a sua carga se desvie dos ombros dele.” (Isaías 14:24-25)

É interessante que tanto o coração da Assíria quanto o coração da Babilônia estão dentro dos limites de um mesmo país hoje. Esse país é o Iraque e, como podemos ver, o Iraque tornou-se o centro da atenção do mundo nas duas últimas décadas e que isso irá aumentar ainda mais, para que a profecia bíblica possa ser cumprida. Em todos os meus artigos que escrevi sobre a Assíria ser a cabeça da besta que reviveu, não posso ignorar as evidências apontando para a Babilônia como a besta que era e não é, durante o tempo em que João estava recebendo a visão relativa a besta que era, não é e é o oitavo.

Como apontei anteriormente, a besta vai para a destruição, ou seja, ela vai sofrer destruição total e eterna. Para a Assíria não está prometido a destruição eterna, uma vez que vai ser uma nação ao lado de Israel e do Egito, no Milênio (Isaías 19:23-25). A Babilônia, por outro lado, sofrerá a destruição eterna como se vê claramente em Isaías 13-14, Jeremias 50-51 e Apocalipse 18. O fato da Babilônia vir a ser revivida, de uma forma ou de outra, resulta da passagem de Apocalipse. Este poderia ser um renascimento da Babilônia como o reino da besta que não era e que retorna como o oitavo, que era um dos sete.

Toda esta informação vai contra o que eu escrevi em meus outros artigos relativos a Assíria ser a cabeça da besta que reviveu, mas quando algo é apresentado no texto bíblico que parece ir contra a minha posição sobre um assunto, eu tenho que deixar de lado todos os meus pressupostos e submeter-me à autoridade das Escrituras. O fato de que o Império Babilônico poderia ser a cabeça ferida da besta que será curado e que vai para a destruição eterna não pode ser ignorado, mesmo que isso vá contra o que eu acredito.

Gostaria de salientar que este artigo não é uma contradição sobre a minha posição de que a Assíria seria a cabeça da besta que reviveu. É uma perspectiva diferente que pode acontecer de ser a correta pelas razões apresentadas acima. Uma vez que o Anticristo é chamado de a Assíria e de o rei da Babilônia, na mesma passagem de Isaías, também é plausível concluir que a oitava cabeça poderia ser uma combinação da Assíria e da Babilônia já que o Império Assírio dominou a Babilônia e que o Império Babilônico dominou a Assíria, uma vez que o coração de ambos os reinos estão dentro das fronteiras de um mesmo país hoje, ou seja, o Iraque.

Se a Assíria não é a cabeça da besta que reviveu, como eu apresentei em meus outros artigos, a Babilônia será, muito provavelmente, a cabeça revivida. Para a besta é dito que irá para a destruição, ou seja, a destruição total e para a Babilônia foi prometido o mesmo destino na Bíblia. Se o ponto de vista apresentado neste artigo está correto, vamos ver grandes mudanças políticas e econômicas no Iraque e região nos próximos anos. Esta região se levantará do caos para a proeminência política e econômica no Oriente Médio e será a nação que dará a origem ao Anticristo, que será o rei da Babilônia.

Isto coloca um problema, porque o Anticristo é chamado de rei do Norte em Daniel 11 e a Babilônia, no Iraque, fica a oeste de Israel, e não no norte, como exigido por Daniel 11. A possível solução para este problema poderia ser o seguinte: O Anticristo é chamado de Assírio e o coração da antiga Assíria é ao norte-oeste de Israel. Uma vez que a Bíblia não usa o termo norte-oeste, o Anticristo poderá vir dessa região, que curiosamente está dentro das fronteiras do Iraque. Isto é confirmado em Miquéias 5:5-6, como a terra de Nimrod, que de acordo com Gênesis 10:8-11, principalmente Nínive e Babel estão localizados na antiga Mesopotâmia, que está dentro das fronteiras do Iraque.

O outro problema que lemos em Daniel 8 e 11, é que o Anticristo vem da divisão selêucida do Império Grego. A solução para este problema poderia ser o seguinte: a Babilônia e a Assíria estavam sob o domínio selêucida, em outras palavras, parece que o que há para acontecer é um renascimento simultâneo dos assírios, babilônicos e de reinos selêucidas, todos absorvidos por um reino regional.

Esta é realmente a imagem que Apocalipse 13:2 parece pintar, porque a besta tem o corpo de um leopardo, que fala do reino grego (a divisão selêucida é o que está em vista à luz de Daniel 8 e 11), tem a boca de um leão, o que fala do Império Babilônico de Daniel 7, os pés de um urso, que representa o Império Persa de Daniel 7 (a Persia foi absorvida pelo selêucida Unido) e o Império Assírio, que além de ser em si um reino soberano, foi absorvido pelo reinos babilônico, persa e selêucidas também.

Abaixo está um mapa do Império Selêucida, de 198 a.C. Note-se que a Assíria e a Babilônia, estão dentro das fronteiras do Iraque moderno, e foram absorvidos pelo Império Selêucida.







É realmente difícil de descrever em palavras como essas coisas vão acontecer, mas uma coisa é certa; o Anticristo e seu reino são, de um modo ou de outro, uma combinação dos assírios, babilônicos e de reinos selêucidas, tudo de uma vez. Se a perspectiva apresentada neste artigo está correta, o Império Babilônico será ressuscitado e tomará seu lugar, a região do Iraque vai subir à proeminência de tal forma que ela irá, eventualmente, ter mais influência do que qualquer outra nação na política do Oriente Médio.

Quando este cenário se tornar realidade, a cidade da Babilônia será escolhida para ser a capital política e econômica da região, a fim de cumprir a profecia bíblica. O Império Babilônico voltará e fará com que o mundo se maravilhe após a besta que era e que vem de volta à vida. Esta besta será inimigo mortal de Israel, porque em Miquéias capítulo 4, que é uma passagem do tempo do fim, diz que o povo de Israel será novamente levado cativo para a Babilônia. Não é à toa que vemos a voz de Deus dizendo:

“Ouvi outra voz do céu, dizendo:Retirai- vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos;” (Apocalipse 18:4)

Esta é uma referência para os israelenses que estarão em cativeiro na Babilônia, durante o tempo de sua destruição.

Conclusão

Eu apresentei em muitos dos meus artigos que a Assíria seria a cabeça da besta que reviveu, que foi ferida de morte, mas que foi curada, a fim de ser a besta que era antes da época de João, que não era durante o tempo de João e que vai voltar no futuro. O reino da besta que era, e será o oitavo, que foi também um dos sete, que vai para a destruição, ou seja, a destruição total. Para a Assíria não está prometido esta destruição na Bíblia, mas sim para a Babilônia. As Escrituras, não os meus artigos, são a autoridade final. Eu devo submeter-me a ela e considerar que a Babilônia, a Assíria, não como eu tenho apresentado em meus escritos anteriores, poderia ser a cabeça da besta que reviveu. Como Apocalipse 18 nos diz, a Babilônia será o centro dos assuntos políticos e econômicos do Anticristo.



* Artigo traduzido por mim, link original aqui: Could Babylon be the Revived Head of the Beast?

3 comentários

Spirit Art School disse...

Cara, não sei não. Mas essa demarcação da Unasul, com certeza me fez pensar nos 10 chifres da besta:

https://www.facebook.com/CanalDaDireita/photos/a.268763386601533.1073741828.262104660600739/566770233467512/?type=1&theater

almeida disse...

Meu Deus! Isto testifica com o que vem sendo gerado dentro de mim ao longo de várias leituras completas da Bíblia!

Dno disse...

A setima besta nao pode ter sido o nazismo?