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Obama busca prolongar seu Poder

Meu Comentário: Já escrevi sobre isso outras vezes e vou acabar me repetindo novamente, mas não tenho como fugir disso, as recentes ações de Obama nas últimas semanas, culminando com seu movimento em direção a uma reaproximação com Cuba, só vem a reforçar a minha opinião de que Obama e/ou a(s) pessoa(s) que o influencia(m) – visto que abertamente o Papa também foi incluído nesse último movimento – são verdadeiros gênios quando se trata do conhecimento e percepção do ser-humano e do seu comportamento em sociedade. A capacidade de manipular as pessoas e toda uma sociedade é algo notável, realizado na forma e momento certos, uma sincronia interessante. Observando os movimentos do governo dos EUA (Obama) em sincronia com o que ocorre em outros centros de poder como na Europa, no Oriente-Médio e na Ásia (particularmente na Rússia e na China), é curioso observar como essa orquestra e seus projetos de poder se movem a cada novo evento que ocorre ou devido ao próprio movimento que criam, como foi recentemente o caso dos EUA e Cuba, que num primeiro momento é bom apenas para os irmãos Castro e péssimo para muitos outros, se isso vier a se efetivar, pelo menos que povo de Cuba possa ter enfim alguma possibilidade de melhora na sua atual qualidade de vida, que é miserável. Independente disso ocorrer, tudo leva a crer que a hegemonia de esquerda permanecerá, mesmo após a morte dos irmãos Castro, mas isso é outra análise e ficará para outro post, afinal essa aproximação dos EUA e Cuba também tem reflexos para a América Latina. Este artigo, traduzido e reproduzido a seguir, mostra que, apesar da popularidade de Obama estar em um nível muito baixo, a sua arrogância, astúcia e influência não caíram na mesma proporção, pois vários de seus movimentos para levar adiante sua agenda tem tido muito sucesso, mesmo com a vitória republicana das últimas eleições no Senado e na Câmara. Nesses dois anos de mandato que ainda possui, Obama deve ter ainda muitas surpresas na manga, algumas delas nota-se que tem sido articuladas durante anos e talvez as vejamos em prática nos próximos meses e Obama tem sua própria agenda de poder para os EUA e o Oriente Médio em especial. Não custa lembrar que a dívida nacional americana passou oficialmente, em novembro de 2014, dos 18 trilhões de dólares … Obama poderia parafrasear Lula e dizer, nunca antes na história dos EUA a dívida foi tão alta. Só para você ter uma pequena idéia do mal que Obama faz aos EUA, ele é presidente num tempo ao equivalente a 2,7% da história presidencial americana, mas é responsável por mais de 40% da dívida nacional americana. Obama aumentou em mais de 70% a dívida nacional americana quando comparado ao seu antecessor, dívida essa que chegou em 10,6 trilhões referente ao último ano do governo Bush. Lembrando que, durante o governo Bush, os EUA teve a dispendiosa guerra do Iraque e nem assim chegou perto do que Obama conseguiu em quase 6 anos de mandato, portanto, ainda pode aumentar muito o estrago nos próximos 2 anos que seu mandato ainda possui e Obama ainda parece conseguir controlar não somente boa parte dos dois partidos, como também da mídia e do povo, não sou o único que acha isso, como verá a seguir.

por Justin Sink,




O último mês tem proporcionado um vislumbre de como o presidente Barack Obama planeja manter sua relevância em Washington, enquanto enfrenta a condição de ter apenas dois anos de mandato com uma Câmara e Senado republicanos.

O anúncio surpresa dessa quarta-feira, de que os EUA estavam buscando normalizar as relações com Cuba foi o mais recente exemplo de uma abordagem nova e muscular em uma ação executiva que destacou a forma como Obama pode promover mudanças sem o Congresso, enquanto anima uma base liberal desanimada.

Isso seguiu-se à assinatura tranqüila de Obama de um pacote de US$1,1 trilhão para gastos, negociados com os líderes do Congresso Republicano, o que irritou os liberais – e que provocou um raro racha com a líder democrata da Casa, Nancy Pelosi.

Para conseguir com que a proposta da lei de financiamento do governo passasse a linha de chegada, Obama enviou o seu chefe de staff da Casa Branca para o Capitólio, para acalmar aos democratas inquietos, e fez chamadas de última hora para aliados como o Dep. James Clyburn, o terceiro no Ranking de líderes democratas na Câmara, para garantir a sua passagem.

Ambas as ações executivas e as negociações com os republicanos são um sinal das coisas que virão para uma Casa Branca que parecia estar jogando na defesa durante a maior parte de 2013 e 2014. E os movimentos vieram depois de uma eleição desastrosa no meio de seu segundo mandato, que viram o partido republicano ganhar a maioria no Senado bem como dos assentos na Câmara.

A eleição dá aos republicanos mais poder em Washington numa altura em que a influência de Obama sobre o seu próprio partido tem se enfraquecido. No entanto, a Casa Branca está sinalizando com suas ações de que ele está longe de estar disposto a doar os holofotes.

“Ele deixou bem claro de que ele não está encolhendo”, disse o estrategista democrata Steve Elmendorf.

A crescente sensação no momento, juntamente com a sensação de que o presidente tem muitos caminhos – e uma nova liberdade – é de que a administração Obama está confiante de que pode continuar a exercer a sua relevância.

O secretário de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, disse nesta quinta-feira que Obama estava “satisfeito com o tipo de progresso que temos feito” ao longo das últimas semanas e que a Casa Branca tinha “cumprido” sua meta de tornar 2014 um “ano de ação”.

“Mas há muito mais que precisa ser feito e o presidente tem uma longa lista de coisas das quais ele está ansioso para enfrentar no novo ano”, disse Earnest.

A Casa Branca acredita que as ações unilaterais de Obama não irão prejudicar a sua capacidade de atingir compromissos bipartidários sobre as prioridades compartilhadas com os republicanos, especialmente em questões como o comércio e a infra-estrutura.

Enquanto que conseguir acordos em ambos seria um desafio em qualquer circunstância, o presidente acredita que tais compromissos poderiam ser viáveis, como parte de um pacote que inclui a reforma tributária corporativa.

E o sucesso de Obama na conquista de membros de sua bancada na lei de financiamento ressaltou que ele ainda pode efetivamente torcer os braços dos democrata para as suas prioridades políticas.

Essa alavancagem será crucial, se ela se dirigir para uma série de prazos para os acordos legislativos que devem passar, incluindo a garantia de financiamento para o Departamento de Segurança Interna, a elevação do teto da dívida e em renovar a carta para o Banco de Exportação-Importação.

“Há um monte desses redutores de velocidade que vão realmente requerer que a administração consiga colocar a linha na agulha”, disse Jim Manley, um ex-assessor do líder da maioria no Senado, Harry Reid.

E a Casa Branca parece confiante de que pode manter o balanço à esquerda, apesar das recentes fissuras.

Enquanto os progressistas se sentiam traídos por disposições da lei de gastos que revertiam as regras incluídas no projeto de reforma de Wall Street, eles são exaltados nos noticiários sobre Cuba.

E a Casa Branca tem outras vitórias recentes que ele vê como a construção de um reservatório de apoio para com os progressistas.

O apoio de Obama para a regulamentação da neutralidade da rede, anunciado em um post no blog, dias após os exames semestrais, ajudou a consertar a sua posição com ambos, os nerds da geração Y e os doadores do Vale do Silício.

E a confirmação do chefe operacional do Serviço Público de Saúde dos EUA, Vivek Murthy – que enfrentou uma feroz oposição da direita sobre o seu apoio para o controle de armas – deu aos liberais uma vitória rara sobre essa questão.

O plano de imigração do presidente reforçou sua posição de 10 pontos percentuais entre os hispânicos, de acordo com uma pesquisa da “NBC/Wall Street Journal”, divulgado na última quinta-feira.

Mas os assessores também reconhecem que as realizações do presidente não estariam ganhando notoriedade se eles ainda estivessem lutando contra algumas das crises que dominaram as manchetes durante o verão – incluindo a crise do Ebola e o dilúvio de menores, desacompanhados dos pais, ao longo da fronteira sul dos EUA. Um funcionário argumentou que a resolução efetiva dessas situações ajudaram a consolidar o trabalho do presidente em outras questões para ganhar ressonância.

Os funcionários da Casa Branca também estão otimistas após um segundo e generalizado período bem-sucedido de inscrições ao ObamaCare, e acreditam que a confirmação de uma dúzia de candidatos judiciais no fim do mandato acabará pagando dividendos adicionais mais adiante no caminho.

Em seus últimos dois anos de mandato, Obama espera usar dezenas de novos funcionários confirmados nos dias finais do Senado para proteger tanto as suas realizações do primeiro mandato e conseguir construir sobre eles.

Algumas ações executivas também vão buscar reforçar a posição do presidente sobre a questão da reforma financeira.

“Eu antecipo que vamos gastar algum tempo e energia no próximo ano e no ano seguinte para tentar contrariar os esforços das empresas de Wall Street e de seus lobistas”, disse Earnest no início desta semana.

E a Casa Branca está buscando preparar medidas adicionais para ajudar aos trabalhadores de colarinho azul, incluindo um novo regulamento forçando os empregadores a tornarem mais trabalhadores qualificados para o pagamento de horas extras.

Earnest e outros funcionários da Casa Branca também reconheceram que eles estão se preparando para um presidente que usará muito mais agressivamente sua força de veto nos próximos meses.

Os republicanos indicaram que planejam passar a legislação em um pântano de questões polêmicas, a partir do oleoduto Keystone XL para o ObamaCare e para revogar as medidas de reforma de imigração de Obama.

Cada instância é certa que oferecerá algo substancial para os republicanos, mas também darão ao presidente e aos democratas do Congresso a oportunidade de estarem unificados contra a reversão de suas prioridades políticas.

“O veto será uma oportunidade para redefinir-se contra o Congresso”, disse o cientista político da Universidade Metodista do Sul, Cal Jillson. “Um número de projetos de lei que os republicanos podem enviar ao Congresso, relacionados às questões fiscais e econômicas em geral, podem ser caracterizados como o mesmo velho absurdo republicano que nos trouxe à crise”.

* Artigo traduzido por mim, link do original aqui: Obama seeks to prolong power

Via: http://dcvcorp.com.br/?p=974

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