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Crise do ebola faz Obama cancelar viagem, depois de 2ª infectada



Amber Joy Vinson, a segunda enfermeira que deu positivo, fez uma viagem doméstica de avião menos de 24 horas antes de ser internada

O presidente Barack Obama cancelou abruptamente nesta quarta-feira (15) uma viagem e, em seu lugar, convocou uma reunião de gabinete na Casa Branca para discutir a crise do ebola nos EUA. A medida foi anunciada no mesmo dia em que autoridades anunciaram que uma segunda enfermeira testou positivo para o vírus.

Segundo a Casa Branca, a viagem de Obama aos Estados de Nova Jersey e Connecticut seria adiada para uma outra data. Obama falará com os repórteres na tarde desta quarta depois de se reunir com as autoridades que coordenam a resposta do governo ao ebola.

A decisão de Obama de cancelar a viagem -poucas horas antes da decolagem do Air Force One- reflete a urgência que o caso impõe ao governo e o desejo da Casa Branca de mostrar que o presidente está totalmente comprometido com a questão.

O presidente norte-americano planejava viajar a Nova Jersey para arrecadar dinheiro para os democratas do Senado e voar para Connecticut para participar de um comício de Dannel Malloy. O governador democrata, assim como muitos outros de seu partido nas eleições de novembro, veem-se em uma apertada disputa pela reeleição.

Voo

Amber Joy Vinson, a segunda enfermeira que deu positivo para o vírus de ebola após atender o liberiano Thomas Eric Duncan em um hospital do Texas, fez uma viagem doméstica de avião nos EUA menos de 24 horas antes de ser internada depois de apresentar os primeiros sintomas, informaram nesta quarta-feira (15) as autoridades sanitárias.

"Por causa da proximidade entre o voo da tarde e o primeiro relatório da doença na manhã seguinte, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) está contatando os passageiros que estavam no voo 1143 de Frontier Airlines, de Cleveland a Dallas/Fort Worth, de 13 de outubro", disse o CDC.

A enfermeira de 29 anos não mostrava "sinais ou sintomas da doença durante o voo 1143 de acordo com a tripulação". Os CDC explicaram que a companhia aérea "trabalha em estreita colaboração" com as autoridades para "identificar e notificar" os passageiros que estavam nesse voo. As autoridades também pediram que 132 passageiros a bordo do voo se comuniquem com os CDC para avaliar individualmente cada caso.

As pessoas consideradas com maior risco de contágio já estão em observação, informaram as autoridades em seu comunicado. "Depois das 13h (horário local, 14h em Brasília), profissionais de saúde pública começarão a entrevistar os passageiros do voo, respondendo a suas perguntas e organizando o acompanhamento do caso", informaram os CDC.

A paciente permanece isolada desde a noite de terça-feira (14), quando deu positivo para o vírus o exame depois que ela apresentou uma ligeira febre. Ela está internada no Hospital Presbiteriano de Dallas, onde Duncan foi atendido e onde também está a enfermeira Nina Pham, o primeiro caso de contágio no país.

Amber é um dos 76 empregados do hospital que trataram Duncan, morto na semana passada. As autoridades desconhecem como as profissionais se contagiaram, por isso tomaram a decisão de controlar a temperatura da equipe médica duas vezes ao dia para detectar sintomas de ebola.

Em comunicado, a companhia aérea informou que, após conhecer a notícia, "respondeu imediatamente", retirou o "avião de serviço" e trabalha com os CDC e outras agências governamentais para garantir que sejam seguidos os "protocolos e procedimentos adequados".

Folhapress e ocorreiodedeus,com.br

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