Últimas

Confirmado primeiro caso de contágio por ebola nos EUA

Uma enfermeira do Texas é a primeira pessoa a contrair ebola nos EUA, desde o início do surto da doença, em março. Após exame premilinar divulgado na manhã de domingo, o Texas Health Presbyterian Hospital anunciou que o resultado da contraprova também foi positivo. A funcionária, que está tendo sua identidade preservada, teve, segundo autoridades de saúde, "um único" contato com o liberiano Thomas Eric Duncan, que morreu no centro médico na última quarta-feira. Ele havia contraído o vírus em seu país de origem e teve o dignóstico confirmado em 30 de setembro. Se as circunstâncias do contágio da enfermeira forem confirmadas, poderão caracterizar falha no protocolo indicado para atendimento a pacientes com ebola, uma vez que a pouca exposição dela ao doente não justificaria a contaminação.

Autoridades de saúde disseram que a funcionária estava usando equipamento de proteção ao tratar o africano. De acordo com o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Thomas Frieden, o novo caso no Texas indica claramente "lapso profissional", e outros profissionais de saúde do hospital também podem ter se infectado.

— Nós não sabemos o que ocorreu no cuidado do paciente original em Dallas, mas em algum momento houve uma quebra no protocolo, e essa violação de protocolo resultou nesta infecção — disse Frieden, em entrevista coletiva:

— Estamos avaliando outras exposições potenciais de trabalhadores de saúde, porque se essa pessoa foi exposta, é possível que outros indivíduos foram expostos.

O presidente Barack Obama pediu reforço nos protocolos médicos após a divulgação de que a transmissão do ebola possa ter sido causada por uma falha de segurança. Segundo comunicado da Casa Branca, é preciso "tomar medidas adicionais imediatas para garantir que hospitais e profissionais de saúde em todo o país estão preparados para seguir os protocolos caso se defrontem com um paciente com ebola".

O surto na África Ocidental, o pior já registrado de Ebola, matou mais de 4.000 pessoas, a maioria na Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Via: O Globo

Nenhum comentário