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20 de jan de 2013

DNA de CAVALO encontrado em hambúrgueres no Reino Unido e Irlanda

Uma inspeção das autoridades irlandesas a três empresas de processamento de alimentos no Reino Unido e na Irlanda descobriu em hambúrgueres de vaca ADN de cavalo e de porco. Após a descoberta, a Tesco, a maior cadeia de supermercados britânica, retirou das prateleiras duas linhas de hambúrgueres que vendia com a sua marca. Além da Tesco, a Iceland, Aldi e Lidl seguiram o mesmo caminho e deixaram de ter à venda produtos fornecidos pelas três empresas. Todos afirmam tê-lo feito por precaução e para garantir a qualidade dos seus produtos.

A investigação ao caso de produtos feitos com carne de vaca alegadamente adulterados com carne de cavalo e de porco ainda está a decorrer, mas os resultados das primeiras análises da inspecção realizada pelas autoridades de segurança alimentar irlandesas revelou que, por exemplo, na linha de hambúrgueres Everyday Value, vendida na Tesco, os vestígios de ADN de cavalo representavam 29% do produto final vendido como sendo 100% carne de vaca, avança o The Guardian. Foram também encontrados vestígios de carne de porco e de cavalo na linha Beef Quarter Pounders, aqui em menor proporção. Ambos os produtos são fornecidos pela empresa irlandesa de processamento de alimentos Silvercrest Foods.


No caso das cadeias Iceland, Lidl e Aldi, a inspeção detectou ADN de cavalo em dez das 27 amostras de hambúrgueres congelados vendidos no Reino Unido e na Irlanda. No caso dos produtos vendidos na Aldi as amostras continham ainda carne de porco. Todas as cadeias retiraram do mercado os produtos que foram assinalados.

O ministro da Agricultura irlandês, Simon Coveney, afirmou, citado pelo Guardian, que os vestígios de cavalo e porco encontrados nos produtos comercializados como sendo de vaca terão origem na Holanda e Espanha. Após terem sido tornados públicos os resultados da autoridade de segurança alimentar irlandesa, a sua homóloga britânica iniciou a sua própria investigação. As autoridades irlandesas já afirmaram que a carne em causa não representa qualquer risco para a saúde pública e realçaram que a retirada dos produtos foi uma iniciativa das cadeias de supermercados.

O ministro diz ser “totalmente inaceitável” que quase um terço da carne que continham alguns hambúrgueres fosse de cavalo, mas sublinhou que não existe qualquer indicação que as três empresas de processamento - Liffey Meats, Silvercrest Foods e Dalepak Hambleton - tivessem conhecimento de que a carne que usavam era adulterada. As três companhias já vieram manifestar as suas desculpas pelo sucedido, mas sublinharam que se trata de carne fornecida por terceiros, sem os identificar.

A Tesco, que no seu caso retirou os produtos fornecidos pela Silvercrest, diz que não irá tolerar qualquer violação à qualidade da comida que comercializa. “A presença de carne ilegal nos nossos produtos é extremamente séria. Os nossos clientes têm o direito de esperar que os alimentos que compram são produzidos seguindo os mais elevados padrões”, defendeu o director técnico do grupo, Tim Smith.




O PÚBLICO contactou o Lidl em Portugal para confirmar se os produtos vendidos pela cadeia que foram afectados, todas da marca Moordale, estão à venda no país. O gabinete de comunicação do Lidl & Cia confirmou que a marca Moordale não é nem nunca foi comercializada no país, "nem quaisquer produtos que contenham carne de equídeo". O Lidl garante que a introdução de qualquer produto para comercialização pela marca em Portugal "obedece a rigorosos testes de qualidade, em conformidade não só com as directivas comunitárias, como também com toda a legislação nacional, de forma a garantir sempre a segurança de todos os produtos comercializados, assim como a protecção de todos os consumidores".

Fontes: Forum.antinovaordemmundial , Publico.pt

6 comentários:

Thales disse...

Este, para mim, não é um "caso isolado". Se forem fazer esta mesma análise em outros paises, é certo que achem estes mesmos problemas e, talvez, até mais graves. Pois, quem tem idoneidade suficiente para garantir ao consumidor que num determinado alimento contém, verdadeiramente, os ingredientes que dizem ter?! Não dá para confiar numa indústria que tem se mostrado ávida por lucros, sem credibilidade e desmoralizada, como é o caso da indústria alimentícia. Este tipo de notícia parace ser mais um fato imprevisto de "vazamento de informação". E quanto à carne de cavalo? Possivelmente, cavalo velho e no fim da vida. E, se duvidar, também cheio de doenças. Quanto as demais indústrias de alimentos idôneas (se é que existem), precisam redobrar o seu controle de qualidade.

Anônimo disse...

KKKK so faltava comer cavalada

Anônimo disse...

Se a população se tornasse vegetariana ganharia em saúde e em leveza na consciência, pois Deus sabe como esses animais sofrem em abatedouros legais, imagine só nos ilegais!
Gisele

Anônimo disse...

E dai?? cavalo não é carne??? pior se fosse carne de gente...

Anônimo disse...

Ô Gisele, se tivéssemos sido criados para comer só mato, Deus não teria criado os animais e teríamos uma pança enorme para encher com bastante capim igual ao ruminantes.
Os vegetarianos têm deficiências proteicas que precisam de suplementos e vitaminas para compensar a falta da carne.

Anônimo disse...

Concordo, no passado quando haviam poucos frigoríficos os açougueiros vendiam tudo misturado: Cavalo, boi, vaca !!! E o povo nem notava a diferença !!!

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