Caos vem aí: Dívida da zona do Euro é sem solução - LIBERTAR.in - Ministério CASA DE YISRAEL

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5 de nov de 2011

Caos vem aí: Dívida da zona do Euro é sem solução

A notícia de que os países do G-20 não chegaram a um acordo sobre a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) para tentar sanar a dívida da Zona do Euro não surpreendeu o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Julio Gomes de Almeida. Na análise dele, trata-se de "uma dívida sem solução".

- Era esperado que não se chegasse a um acordo. A dívida não tem solução, exceto se o próprio europeu criar mecanismos de absorção da mesma. Em primeiro lugar, os europeus precisam reconhecer que é um problema da Europa. Evidentemente, outros países podem ajudar, o FMI pode ajudar, mas, sobretudo, têm que reconhecer que é um pepino europeu.

De acordo com o economista, a dívida, tal como está colocada hoje para países como Portugal, Grécia, Espanha, Itália, pode ser rapidamente considerada impagável. O posicionamento indicado, então, seria "criar um fundo para absorvê-la e reescalona-la, limpar o balanço dos bancos e acionar mecanismos para assegurar a continuidade do financiamento desses países".

- Isso significa que tem que haver uma agência europeia, que pode ser o fundo de resgate da Zona do Euro, porém, com valor muito maior. Pode ser esse fundo uma instância para absorver esses títulos. O Brasil já teve títulos desse tipo, os chamados títulos podres. Nos Estados Unidos, num período recente, eles foram denominados ativos tóxicos. O fundo tem que absorver esses títulos podres, dar uma condição de pagamento, de muito longo prazo, aos países devedores. Com isso, vão aliviar os balanços dos bancos, que perderão alguma coisa, mas não perderão tudo.

O ex-secretário destaca ainda a necessidade de a Europa ter um programa de retorno do crescimento econômico.

- Sem essas medidas, fica muito difícil chegar a uma solução. E elas dependem da Europa. São decisões absolutamente traumáticas e ninguém vai entrar com uma ajuda, a não ser que o plano total seja definido e seja crível. Quem vai investir em título podre? Nossa presidente (Dilma Rousseff) vai fazer isso? Ela se compromete, como outros países, a colaborar, através do FMI. Como aplicadora, não. Mas isso hoje. Se amanhã houver um plano crível de resgate dos países endividados, aí, sim, é possível uma participação maior. Não do Brasil, que tem problemas muito graves para cuidar, mas de um país que tem reservas grandes, como a China, por exemplo.

De Júlio Gomes de Almeida

Um comentário:

Anônimo disse...

Eles não querem resolver nada, eles querem a nova ordem mundial a todo custo. Essas reuniões p/mim são uma enganação, assim como os pretextos sem fundamentos dos EUA e da elite globalista para tentar começar uma guerra nuclear com países que não estão mexendo com eles. Fiquemos atentos...não vem coisa boa por aí !

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