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11 de ago de 2011

Após motins, governo britânico levanta a bandeira do controle e da vigilância na internet

Mais um problema que clama para uma solução: O controle da internet. Nada é por acaso, e o motim na Inglaterra também não foi. A Tirania é sagaz, e sempre aproveita estes momentos para implementar seus planos. Assim como no Brasil (lei azeredo), EUA, Egito ou Inglaterra, o mando vem de cima, e eles obedecem ao lema de sempre: A ordem através do caos. Veja a notícia:

O governo britânico está estudando interromper os serviços de redes sociais on-line, como o Blackberry Messenger e o Twitter, durante o período de agitação nas ruas, disse nesta quinta-feira (11/9) o primeiro-ministro David Cameron.
Esse tipo de iniciativa, quando adotada por outros países, foi amplamente tachada de repressiva e condenada.

Em janeiro, autoridades egípcias interromperam os serviços de internet e telefonia móvel durante as manifestações em massa contra o então presidente Hosni Mubarak. A China costuma ser rápida no bloqueio de comunicações on-line que considere subversivas.

A polícia e políticos britânicos dizem que redes sociais da internet, em especial o popular Blackberry Messenger (BBM), da Research in Motion, foram usadas por desordeiros e saqueadores para coordenarem seus atos durante os quatro dias de distúrbios na Inglaterra nesta semana.

"Estamos trabalhando com a polícia, os serviços de inteligência e a indústria para ver se seria correto interromper a comunicação das pessoas via websites e serviços quando soubermos que eles estão conspirando para a violência, desordem e criminalidade", disse Cameron ao Parlamento, durante uma sessão de emergência marcada por causa dos distúrbios no país.

Boa parte dos desordeiros preferiu o BBM ao Twitter e outras mídias sociais porque suas mensagens são criptografadas e privadas.

A Research in Motion informou na segunda feira (8/8) que está cooperando com todas as autoridades de órgãos regulatórios, da Justiça e das telecomunicações, mas não quis informar se iria entregar detalhes de usuários ou de conversas para a polícia.

Os serviços criptografados da RIM vêm sendo acusados de ter auxiliado ataques de militantes na índia e de permitir na Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos conversas de homens e mulheres sem parentesco — o que é vetado pelas normas religiosas desses países.

Em agosto de 2010, uma fonte que acompanhou as conversações entre a RIM e autoridades sauditas disse que a empresa havia concordado em entregar informações que permitiriam monitorar o BBM.

A mídia social também foi amplamente usada pelo público britânicos nos últimos dias para troca de informações para ajudar a evitar locais de distúrbios e coordenar a limpeza das ruas depois das desordens.

O BBM tem mais de 45 milhões de usuários ativos, 70% dos quais o usam diariamente, enviando todo mês bilhões de mensagens, fotos e outros arquivos.

Um ex-funcionário do alto escalão da agência de comunicação de inteligência britânica GCHQ, John Bassett, disse que as autoridades deveriam evitar agir com mão de ferro, reprimindo a mídia social e, em vez disso, buscar a ajuda da população contra os agitadores. Basset está atualmente no Royal United Services Institute.

"Uma abordagem muito melhor seria a de encorajar e apoiar pessoas e comunidades a identificar ações alarmantes na mídia social e mesmo se pronunciarem na internet contra extremistas e criminosos, como também assegurar que a polícia tenha a capacidade a apoio técnico para obter dados de inteligência prévios e operacionais da mídia social, quando necessário."

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